Os trabalhadores terceirizados da rede municipal de educação de Belo Horizonte decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (27), em frente ao prédio da prefeitura, pela suspensão temporária da greve, que teve início nesta semana.
A maioria dos trabalhadores decidiu que a greve não se sustentaria durante o período do Carnaval, e que ela poderia causar prejuízos financeiros aos terceirizados. No entanto, a
“A prefeitura apresentou uma proposta que a totalidade da categoria considera insuficiente da forma que foi apresentada. Só que a prefeitura condicionou algumas questões para categoria de reajuste, mudanças de condições de trabalho, condicionadas à suspensão da greve. Então, levando em consideração que ela (PBH) negociou também que, caso a gente suspendesse a greve hoje (quinta), automaticamente não cortaria os dias parados, a categoria, na sua totalidade, momentaneamente entendeu que é interessante suspender a greve. Até para não sustentar o Carnaval e ter o risco de um desconto de ponto, de corte ponto muito maior”, explicou Fernando Augusto, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH).
Uma reunião entre representantes da categoria e da Prefeitura de BH está marcada para a tarde desta quinta-feira. Os termos deste encontro serão discutidos pelos trabalhadores terceirizados em uma nova assembleia marcada para o dia 10 de março.
Proposta da PBH
Nesta quinta-feira (27), o
“A parte financeira da greve, nós conseguimos chegar aos números que são interessantes para aqueles que prestam serviços nas escolas de BH através da MGS. Estamos passando de 4,8% para 7%, 40% acima da inflação, que é o que eles queriam. Mas não só isso, ontem conversando com a Fazenda, sobre aqueles que não estão sob o contrato da MGS, mas que trabalham nas escolas e são pagos pela Caixa Escolar. O mesmo 7% será liberado para o Caixa Escolar. Eles trabalham na mesma escola, fazem as mesmas coisas, então é inadmissível que um ganhe um aumento de 7% e o outro não ganhe”, disse.
Além da questão financeira, Damião também citou outras demandas que seriam atendidas pela PBH. “Os outros pontos que eles querem também vamos dar, que é justo. O tempo de 20 minutos para o café e descanso, um local para descanso, tudo isso a prefeitura vai ofertar dentro das escolas. Entendemos que temos que cuidar do povo de BH e isso significa cuidar de quem trabalha para o povo de BH”, finalizou Damião.
A Itatiaia procurou a Prefeitura de Belo Horizonte, que, em nota, informou que se reuniu com representantes do Sind-Rede e da MGS, após o fim da greve dos profissionais terceirizados da educação e contratados pelo Caixa Escolar.
Segundo a PBH, se a proposta for aceita na próxima assembleia, a MGS irá processar uma folha extra para pagamento dos dias descontados em virtude da paralisação e, na sequência, fará o pagamento do valor de reajuste de 7% retroativo ao mês de janeiro.
“O aumento de 7% oferecido ao trabalhador desses contratos da MGS foi estendido aos funcionários das Caixas Escolares”, disse trecho do comunicado enviado para a reportagem.