A possibilidade de cobrança de pedágio entre Belo Horizonte e Confins, afetando o trajeto para o Aeroporto Internacional de BH, tem mobilizado deputados dos dois polos ideológicos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL) e o deputado estadual
A mobilização acontece em um momento em que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) publicou um edital de concessão que prevê a instalação de pedágios no
De acordo com um documento apresentado pelo governo estadual durante as audiências públicas, o valor do pedágio variaria entre R$ 1,66 e R$ 5,04. O projeto ainda não tem data para ser licitado.
PEC de Bella
Bella Gonçalves iniciou a coleta de assinaturas para uma Proposta de Emenda à Constituição que visa vedar a instalação de pedágios e a cobrança de tarifas em rodovias que ligam municípios de regiões metropolitanas do Estado.
A deputada argumenta que a Constituição Estadual prevê a criação de regiões metropolitanas para integrar municípios limítrofes, facilitando o livre trânsito de pessoas e melhorando a dinâmica entre as cidades.
A implementação de pedágios nessas áreas, segundo a parlamentar, contraria esse propósito e pode prejudicar economicamente as cidades do entorno, especialmente no acesso ao Aeroporto.
Para que a PEC seja protocolada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), são necessárias 26 assinaturas de deputados.
PL de Engler
Já Bruno Engler apresentou o Projeto de Lei nº 3.320/2025, que proíbe a instalação de praças de pedágio nos municípios que integram as regiões metropolitanas do Estado.
Engler justifica a proposta como uma medida para fomentar o desenvolvimento econômico e social, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias sem a imposição de tarifas adicionais.
Atualmente, Minas Gerais possui duas regiões metropolitanas: a de Belo Horizonte, composta por 34 municípios, e a do Vale do Aço, composta por 4 municípios.