Relator quer votar projeto que muda regras para acesso ao BPC na quarta (18)

Proposta do pacote de ajuste fiscal do governo endurece as regras para acesso ao benefício

O deputado Isnaldo Bulhões, relator do projeto que muda regras para acesso ao BPC

O relator do projeto de lei que altera as regras para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), Isnaldo Bulhões (MDB-AL), disse nesta segunda-feira (16) que trabalha para apresentar seu relatório nesta terça-feira (17), para que o texto seja votado na quarta-feira (18).

A proposta faz parte do pacote de corte de gastos do governo federal e enfrenta resistência entre os deputados, incluindo parlamentares do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O BPC é pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Hoje, beneficiários precisam comprovar renda familiar per capita de no máximo 25% do salário mínimo, que hoje equivale a R$ 353 por mês. Caso outra pessoa da família também receba o auxílio ou aposentadoria, o valor não é considerado na avaliação dos ganhos familiares. O projeto enviado pelo governo ao Congresso, no entanto, acaba com essa possibilidade.

O texto também inclui parentes que não morem sob o mesmo teto, mas que ajudem financeiramente o candidato ao benefício, no cálculo da renda.

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De acordo com a proposta, serão somadas as rendas do solicitante do BPC, dos familiares que moram com ele e outros que o ajudam. Esse valor será dividido pelo número de pessoas e, se for maior que 25% do salário mínimo, o requerente perderá o direito de acessar o benefício.

Segundo Isnaldo, o objetivo do projeto é “salvar o BPC” e impedir um crescimento desenfreado do benefício.

“A gente tem que salvar o BPC. Ajustar alguns critérios do ponto de vista da concepção do programa, garantindo também que a gente dê oportunidade para que seja na justiça, principalmente garantindo a harmonia entre as decisões e que ele passe a ter o crescimento orgânico que precisa ter”, declarou o relator a jornalistas.

Além de regras mais rígidas para acesso ao BPC, o projeto também limita o aumento do salário mínimo a 2,5% acima da inflação, seguindo as regras definidas no arcabouço fiscal.


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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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