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Guilherme Boulos aproveita tempestade e apagão em SP para atacar Nunes

Uma pessoa morreu na capital paulista em decorrência da chuva; parte da cidade ficou sem energia elétrica por mais de 14 horas

Sete pessoas morreram em São Paulo em ocorrências relacionadas ao temporal

O candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) aproveitou os estragos causados pela chuva, que atingiu boa parte da capital paulista e região metropolitana, na noite desta sexta-feira (11), para atacar o adversário na eleição e atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB).

Sete pessoas morreram no estado por conta de ocorrências relacionadas à chuva: três na cidade de Bauru, no interior paulista, uma em Diadema e duas em Cotia, na Grande São Paulo. Na capital, uma pessoa morreu na zona sul em uma queda de árvore.

Outra consequência do temporal, que teve rajadas de vento com mais de 107 km/h - a maior registrada pela Defesa Civil estadual até hoje na cidade de São Paulo - foi a falta de energia elétrica, que durou mais de 14 horas.

“Essa é a situação de uma cidade que não tem prefeito e tem uma companhia energética que a gente já sabe é uma tragédia. Um prefeito que não tem pulso, inclusive, para fazer a companhia garantir o básico aqui na cidade de São Paulo, e que também não tem competência para fazer poda de árvore. Vem uma ventania, uma chuva mais forte, que não durou nem uma hora, imagina se tivesse sido maior. Estamos falando da cidade mais rica do Brasil, o dinheiro não falta, falta competência para fazer o básico”, afirmou Guilherme Boulos, na manhã deste sábado (12), pelas redes sociais.

O candidato do PSOL cancelou a agenda de campanha deste sábado. Boulos iria fazer carreatas pela zona leste de São Paulo, mas decidiu permanecer no bairro em que mora, o Campo Limpo, na zona sul, uma das regiões mais afetadas pelo temporal, para ajudar moradores.

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Nunes rebate

Ricardo Nunes cancelou a ida a Aparecida, onde participaria de uma missa no Santuário Nacional com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), hoje, em que se comemora o Dia da Padroeira do Brasil. O candidato do MDB passou a manhã na Central de Monitoramento do Smart Sampa, na região central da capital paulista, para acompanhar os estragos causados pela chuva de sexta-feira.

A campanha de Ricardo Nunes rebateu Guilherme Boulos através de nota. “Quase 100 cidades foram atingidas pelo temporal. Boulos sabe disso. Os ventos de ontem foram recorde nas últimas três décadas. Boulos sabe disso. A principal linha de transmissão danificada não fica na capital. Boulos sabe disso. A falta de luz afeta seis municípios da Grande São Paulo. Boulos sabe disso. Enquanto o deputado só reclama, o prefeito Ricardo Nunes trabalha. Enquanto Boulos tenta de maneira insensível e oportunista lucrar com a tragédia, o prefeito cobra a Enel junto ao governo federal. Foi assim em todos os outros erros da Enel. Ricardo Nunes já pediu a rescisão desse contrato; o deputado e o governo federal nada fazem e ainda falam em renovar a concessão. Boulos é um oportunista profissional, que gosta de falar muito e fazer pouco”.


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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 12 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.