O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia nesta quinta-feira (8). Ele falou sobre o anúncio de investimentos no Estado, acordo de Mariana e a operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados.
Confira os principais pontos da entrevista, conduzida pela repórter Edilene Lopes.
Operação contra Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (8), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha “presunção de inocência” a respeito das investigações sobre os financiadores e incentivadores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A declaração foi dada horas após a Polícia Federal (PF)
“O que quero é que o seu Bolsonaro tenha a presunção de inocência que eu não tive. O que quero é que seja investigado e apurado. Quem tiver responsabilidade pelos seus erros, que pague”, disse Lula, que está em Belo Horizonte para participar de um evento de prestação de contas de ações do governo federal em Minas.
🎙️ ENTREVISTA EXCLUSIVA | O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista exclusiva à Itatiaia nesta quinta-feira (8), comentou a operação da PF que mira aliados de Bolsonaro. Confira! pic.twitter.com/88RyYzE7sF
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Forças Armadas nas obras da BR-381
Lula também disse ter uma opção para as obras de duplicação da BR-381, nos trechos que não foram ampliados entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Os últimos três leilões não atraíram interesse de empresas privadas e um quarto foi marcado para abril.
Na entrevista, o presidente disse que, se o resultado for o mesmo e o leilão para a concessão de trechos da “Rodovia da Morte” terminar sem interessados, i
“Tinha dito ao ministro dos Transportes (Renan Filho) que, se fizer uma nova concessão e der vazio, vamos convocar o Batalhão de Engenharia das Forças Armadas, do Exército, para fazer essa rodovia. Quero começar ontem. Você tem de levar em conta os limites das exigências do Tribunal de Contas da União e do que significa o leilão para uma concessão, mas é importante. Virou questão de honra terminar essa estrada”, afirmou.
Acordo para dívida de Minas Gerais
Outro ponto abordado na entrevista foi o acordo entre o governo federal e o governo de Minas para resolver a questão da dívida pública do estado com a União. Lula ressaltou que o Palácio do Planalto não quer “sufocar” as contas públicas mineiras e relatou felicidade pela proposta de renegociação do passivo, encampada por nomes como o presidente do Congresso Nacional, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
“Não queremos sufocar Minas Gerais. Queremos, dentro daquilo que for possível, construir um acordo. Não só com Minas, mas com outros estados, para que a gente possa resolver o problema do endividamento dos estados brasileiros - para que as coisas possam voltar à normalidade”, apontou.
A proposta de Pacheco consiste, por exemplo, na
🎙️ ENTREVISTA EXCLUSIVA | Lula (PT) fala sobre a proposta de Regime de Recuperação Fiscal, apresentada pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD). Ele comenta, ainda, se o Governo tem interesse em assumir a Cemig e a Codemig. Confira! pic.twitter.com/q8iFc8cGWZ
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Acordo de Mariana
Lula também comentou sobre o acordo de Mariana, que ainda não foi formalizado, mesmo após quase nove anos da tragédia socioambiental que deixou 19 mortos e um rastro de destruição pelo vale do Rio Doce.
“Imaginava-se que tinha que pagar R$ 126 bilhões, e ela [mineradora Vale, uma das controladoras da Samarco, responsável pela barragem] está oferecendo menos de um terço disso. É preciso brigar por um acordo justo e que o povo da região afetada seja o verdadeiro beneficiado disso”, afirmou.
Relação com Zema
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, ainda, que trata o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com “respeito”. Segundo ele, os chefes dos poderes Executivo federal e estadual devem ter
“Vamos continuar tratando com Minas com muito respeito. Tratei Minas Gerais, no tempo em que Aécio era governador de oposição, com o maior respeito. Não fazia diferença entre o Aécio e qualquer governador. Com Zema, é a mesma coisa. Nossa relação institucional não é uma relação pessoal. O presidente da República tem de respeitar o governador porque foi eleito; o governador tem de respeitar o que o presidente da República porque foi eleito”, afirmou, em entrevista exclusiva à Itatiaia, em Belo Horizonte.
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