Advogado de Bolsonaro diz que documento pró-Estado de Sítio não condiz com o ex-presidente

Documento seria uma espécie de discurso justificando, inclusive, Garantia da Lei e da Ordem

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o advogado e ex-ministro Fabio Wajngarten

Advogado e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten afirma que o documento encontrado pela Polícia Federal na sede do Partido Liberal (PL) com argumentos para decretação do estado de sítio não condiz com falas e frases do ex-presidente. No cumprimento das ordens de busca e apreensão da operação “Tempus Veritatis”, a Polícia Federal encontrou, na sede do partido, um documento que defende e anuncia a decretação de um Estado de Sítio e da garantia da lei e da ordem no país. Tal documento, que não recebeu assinatura, foi encontrado no escritório do ex-presidente Bolsonaro.

“Tal documento apócrifo em tese é encontrado na sede do partido. Padrão do documento não condiz com as tradicionais e reconhecidas falas e frases do Presidente. Tal conteúdo escrito depende mandatóriamente de ação conjunta de outros poderes. Não tem limite a vontade de tentar trazer o Presidente Jair Bolsonaro para um cenário político que ele jamais concordou”, publicou Wajngarten, no X (antigo Twitter).

O documento diz: “Afinal, diante de todo o exposto e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o Estado de Sítio; e, como ato contínuo, decreto Operação de Garantia da Lei e da Ordem...”

Leia também

A operação da PF desta quinta-feira (8) mirou aliados próximos de Jair Bolsonaro, reunidos em uma organização criminosa — segundo classifica a própria investigação — que teria articulado um golpe de Estado para evitar que o poder deixasse as mãos do então presidente. Entre os alvos da operação estão Valdemar da Costa Neto, que é presidente do PL, o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, general Augusto Heleno à época ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Anderson Torres, que chefiou o Ministério da Justiça.

Foram 33 mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão e 48 medidas cautelares. Todas as ações estão autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, inclusive, o recolhimento do passaporte de Bolsonaro.

Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.

É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.

Ouvindo...