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Brumadinho 5 anos: saiba quem são as vítimas ainda não localizadas

Dois funcionários da Vale e uma turista hospedada em pousada na região estão entre os não localizados

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Cinco anos após tragédia de Brumadinho, três pessoas ainda não foram localizadas

Divulgação

Cinco anos após a tragédia de Brumadinho, que deixou 270 pessoas mortas - dentre elas, duas gestantes - e contaminou a bacia do rio Paraopeba, três vítimas ainda não foram localizadas: Tiago Tadeu Mendes da Silva, Maria de Lurdes da Costa Bueno e Nathália de Oliveira Porto Araújo.

Saiba quem são:

Tiago Tadeu Mendes da Silva

Engenheiro mecânico recém-formado, trabalhava na mina de Sarzedo e foi transferido para Brumadinho cerca de 20 dias antes do rompimento da barragem da Vale, na mina do Córrego do Feijão. Ele tinha 34 anos, era o mais velho de três irmãos e um grande torcedor do Atlético Mineiro. Tiago deixou dois filhos, uma menina e um menino, que tinham na época apenas oito meses.

Em entrevista à Itatiaia, a irmã de Tadeu, Daiana Almeida, de 37 anos, afirma que a angústia não passa e que pede por um lugar que relembre a memória do irmão e para confortar a família: "é necessário que seja construído no local do rompimento, na mina do córrego do feijão, um parque arborizado para podermos ter um momento de oração”.

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Nathália de Oliveira Porto Araújo

Trabalhava como estagiária na Vale e tinha o sonho de construir a casa própria. Ela tinha 25 anos de idade, era muito carinhosa e trabalhadora, segundo Maria Oliveira, sua mãe de criação. Nathália deixou dois filhos e o marido, com quem conversou pela última vez momentos antes da tragédia. Ele contou para a família que, antes de a ligação cair, ela orou a Deus.

Maria Lourdes da Costa Bueno

Corretora que vivia em São José do Rio Pardo (SP), estava de férias com sua família na Pousada Nova Estância, em Brumadinho, que foi atingida pela lama da barragem poucos instantes após o rompimento. A família estava hospedada no local para realizar o sonho do enteado de conhecer o museu Inhotim. Com a tragédia, a pousada foi soterrada pela lama da barragem, resultando na morte de Maria de Lurdes, ainda não localizada, a de seu marido Adriano Ribeiro da Silva, seus dois enteados, Luiz e Camila Taliberti, e sua nora, Fernanda Damian de Almeida.

Como estão as buscas

Após mais de 1.800 dias desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, o Corpo de Bombeiros permanece com as buscas ativas na região atingida pela lama. O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Fábio Barcelos de Barros, afirma que a equipe está empenhada e que as operações só serão encerradas após todas as vítimas serem encontradas.

Atualmente, a operação desempenha sua oitava estratégia de buscas, desenvolvida para aumentar a eficiência dos trabalhos.

“O rejeito é separado por tamanhos, permitindo que o bombeiro militar concentre sua atenção nos materiais de interesse que possam levar a identificação das vítimas”, explica o militar.

A operação conta, diariamente, com 17 bombeiros militares trabalhando na gestão e nas cinco estações de busca que funcionam, em paralelo, 24 horas por dia.

O desastre

Em 25 de janeiro de 2019, o rompimento da barragem do córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, dava início a uma das maiores tragédias ambientais da história de Minas Gerais. Às 12:28 daquele dia, a barragem B1 se rompeu, ocasionando o rompimento de outras duas barragens - BIV e BIVA. Ao todo, 270 pessoas morreram na tragédia – entre elas, duas mulheres grávidas. Ao todo, 26 cidades e 131 comunidades rurais, entre as quais estão indígenas e quilombolas, foram afetadas.

Cerca de 12 milhões de m³ de rejeitos escaparam após o rompimento o que trouxe uma série de impactos e prejuízos ambientais e socioeconômicos. Os rejeitos afetaram a vegetação, fauna, flora e rios de mais de 20 municípios.

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Repórter de Política Nacional e Internacional na rádio Itatiaia. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduanda em Comunicação Governamental na PUC Minas. Experiência no Legislativo e Executivo mineiro.
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