O Governo Lula tem três prioridades para 2024, a execução de todas elas passa pela relação do Congresso Nacional. Para o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, são questões que já estão postas.
“Qual que é a agenda prioritária de forma muito realista? Tem alguns pontos da agenda prioritária para o ano que vem que já estão dados, por exemplo, a regulamentação da reforma tributária, esse vai ser um ponto prioritário, são as leis complementares abaixo da Constituição que regulamentam itens da reforma tributária que precisam ser regulamentados por lei complementar. Segundo, toda a agenda da chamada transição ecológica, a gente aprovou já esse ano tanto no Senado quanto na Câmara, por exemplo, o novo sistema para consolidar do ponto de vista jurídico um mercado de carbono, de crédito de carbono no nosso país. Foi aprovado na Câmara com algumas alterações, volta para o Senado, vai ser uma prioridade absoluta a nossa poder aprovar esse programa, como também a regulação da energia eólica offshore, combustíveis do futuro, hidrogênio verde, ou seja, todo um marco regulatório que faz com que o Brasil atraia ainda mais investimentos nessas matrizes renováveis de energia, nessa agenda. E a terceira prioridade também já está dada, isso que eu falei, no diálogo com o Congresso Nacional, reforçar aquilo que o próprio Congresso Nacional provou como prioridades do governo, através do PPA (Plano Plurianual)”, disse Padilha em entrevista à CNN Brasil.
A relação com o Congresso, segundo ele é fundamental. “E a gente vai construindo uma nova relação, que ela não é igual ao que foi no primeiro e segundo governo do presidente Lula, quando fui ministro da coordenação política também, mas certamente ela não vai ser igual ao que foi o presidencialismo de delegação feito pelo governo anterior. Tanto o governo quanto o Congresso Nacional e a sociedade vai aprendendo uma nova relação que precisa ser estabelecida entre governo e Congresso Nacional e esse ano foi uma relação muito vitoriosa”, avalia.