Barroso mantém suspensão do uso de câmeras por policiais em São Paulo

Presidente do STF nega pedido da Defensoria Pública para reverter decisão da justiça estadual

Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que os policiais militares não são obrigados a usar câmeras durante operações realizadas em resposta a ataques contra agentes

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a liminar da justiça estadual que suspendeu o uso de câmeras corporais em operações da Polícia Militar (PM) em São Paulo. Ele rejeitou o pedido da Defensoria Pública do Estado de São Paulo para anular tal decisão.

Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que os policiais militares não são obrigados a utilizar câmeras durante operações em resposta a ataques contra agentes. O tribunal alegou que o custo, entre R$ 330 milhões e R$ 1 bilhão por ano, impacta no orçamento estadual. A Defensoria recorreu ao Supremo, argumentando que a obrigatoriedade do uso das câmeras reduziria abusos policiais.

Barroso enfatizou a importância das câmeras, mas considerou que a ação no Supremo não é o meio adequado para a discussão, afirmando que a reversão causaria implicações financeiras e operacionais de difícil mensuração.

Repórter de Política Nacional e Internacional na rádio Itatiaia. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduanda em Comunicação Governamental na PUC Minas. Sólida experiência no Legislativo e Executivo mineiro. Premiada na 7ª Olimpíada Nacional de História do Brasil da Universidade de Campinas.

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