Inflação do azeite dispara e acumula alta de quase 38% no ano

Somente na primeira quinzena de dezembro, o produto ficou 4,42% mais caro em todo o país

Variação de preços do produto é oito vezes maior que a inflação geral do país

Não são apenas os preços das passagens aéreas que estão nas alturas. O custo do azeite de oliva também disparou, em 2023, com variação de 37,36% no ano. Trata-se de um acúmulo oito vezes maior do que a inflação brasileira neste ano (4,72%), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), somente na primeira quinzena de dezembro, o produto ficou 4,42% mais caro em todo o país.

E por qual razão o preço disparou? O preço do azeite subiu principalmente por causa de problemas nas plantações de azeitonas. Em algumas partes do mundo, onde se produz a maior parte do azeite, as safras foram prejudicadas por mudanças climáticas e uma bactéria chamada Xylella, que ataca as plantas.

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Na Europa, por exemplo, em 2022, muitas oliveiras foram afetadas pela falta de chuva, o que fez com que a produção de azeitonas, que são usadas para fazer o azeite, caísse bastante. Esse foi o pior ano para a produção de azeite, com uma redução de 26% na comparação com a média anual. As expectativas para 2023 eram de uma melhora, mas isso não aconteceu.

Como resultado, em agosto, o preço do azeite em algumas regiões da Espanha, que é responsável por mais de 40% da produção mundial, chegou a 8,20 euros por quilo, mais do que o dobro do preço no mesmo mês do ano anterior, que era de 3,80 euros por quilo.

É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.

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