Vereadores de Belo Horizonte articulam a apresentação de um Projeto de Resolução (PRE) para barrar os atos que autorizaram o aumento das passagens de ônibus da cidade. A tarifa-base dos coletivos
Para que o Projeto de Resolução comece a tramitar na Câmara Municipal de BH, ao menos 14 dos 41 parlamentares precisam subscrever o texto. Segundo a assessoria de imprensa do Legislativo, assinaturas já são colhidas nesta quarta-feira (27).
Projetos de Resolução não são analisados pelas comissões temáticas da Câmara. Por isso, caso o texto tenha o número mínimo de assinaturas, será analisado por uma comissão especial. Depois, a proposta é votada pelo conjunto de parlamentares em dois turnos, no plenário. Para que uma eventual anulação do aumento seja aprovada, é preciso que ao menos 21 vereadores votem favoravelmente.
Aumento à vista
As portarias que tratam do aumento das passagens em BH são assinadas por André Dantas, superintendente de Mobilidade do município. Ele compõe a equipe do prefeito Fuad Noman, do PSD.
Os R$ 5,25 válidos a partir de sexta-feira vão ser cobrados dos passageiros que utilizam ônibus convencionais e, também, veículos do Move. Os usuários das linhas circulares e alimentadoras, por sua vez, deixarão de desembolsar os atuais R$ 4,20 para pagar R$ 5.
No que tange ao transporte alimentar, cujos micro-ônibus são chamados de “amarelinhos”, as linhas longas e intermediárias 1 também vão ter a passagem reajustada de R$ 4,20 para R$ 5. Já as linhas intermediárias 2 terão o mesmo reajuste dos veículos convencionais — de R$ 4,50 para R$ 5. Há, ainda, as linhas que fazem itinerários curtos, que passarão de R$ 2 para R$ 2,50.
As linhas convencionais que circulam em vilas e favelas continuam com tarifa zero.
“Este é o primeiro aumento nas passagens desde dezembro de 2018 – quando o valor passou de R$ 4,20 para R$ 4,50", apontou a Prefeitura, ao anunciar o aumento.
O reajuste acontece em meio a um embate político entre o prefeito Fuad Noman e o presidente da Câmara Municipal, Gabriel Azevedo (sem partido). Ele criticou o aumento de R$ 0,75.
“Setenta e cinco centavos pode não ser nada para o Fuad, mas pesa no bolso de muita gente, que pode, inclusive, deixar de usar ônibus e passar a usar motos, deixando o transporte coletivo de lado”, afirmou.
Entre o fim de abril e o início de julho, os belo-horizontinos pagaram R$ 6 na tarifa de ônibus. Um acordo entre os concessionários dos coletivos e o poder público em prol de uma subvenção às empresas, porém,