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Lula compara imagens de ataques a ônibus no Rio a imagens de Gaza na guerra de Israel

O presidente voltou a afirmar que o problema da Segurança Pública não é do Rio, mas do Brasil.

Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou as imagens dos ataques a ônibus dessa segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, às cenas que vêm sendo veiculadas da guerra em Israel. Na ocasião, o presidente voltou a afirmar que o problema na Segurança Pública não era só do prefeito, Eduardo Paes, e do governador, Cláudio Castro, mas do país. O prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ) estava no Planalto para a primeira reunião do Conselho da Federação e afirmou que a situação do Rio "é muito grave” e que é a favor do apoio das Forças Armadas, mas que não é suficiente.

A fala do presidente Lula foi durante a instalação do Conselho da Federação. Lula disse que o problema da Segurança no Rio era do Brasil e tinha que ser resolvido. “Era muito fácil eu ficar vendo aquelas cenas que apareciam na televisão que pareciam a própria Faixa de Gaza de tanto fogo e de tanta fumaça e dizer: é um problema do Rio de Janeiro, é um problema do prefeito Eduardo Paes, do governador. Não, é um problema do Brasil que nós temos que encontrar a solução”, afirmou.

O presidente disse, durante o programa semanal transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação, nessa terça (24), que procura uma forma de usar o apoio das Forças Armadas para ajudar na segurança sem passar a ideia para a sociedade de que as Forças foram criadas para combater o crime organizado.

O prefeito do Rio de Janeiro estava no Planalto para a cerimônia do Conselho da Federação e comentou a ajuda proposta por Lula. Paes disse que é a favor, mas que não seria suficiente e que a situação do Rio é muito grave. O prefeito também se colocou contra qualquer proposta de intervenção federal, mas disse que o estado precisa de todo apoio possível. “A gente precisa das Forças Federais, principalmente da Polícia Federal, assumindo um papel de protagonismo na política de Segurança Pública do Rio de Janeiro”, disse Paes.

Repórter da Itatiaia em Brasília