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Alexandre Silveira não descarta volta do horário de verão em 2024

Ministro de Minas e Energia diz que relógios não serão adiantados neste ano, mas afirmou que situação é alvo de monitoramento constante

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), não descarta a volta do horário de verão em 2024. Nesta sexta-feira (6), em entrevista exclusiva à Itatiaia, ele atrelou a decisão sobre o adiantamento de uma hora nos relógios do país ao monitoramento feito pelo comitê que debate o setor elétrico nacional.

“Neste ano, se continuarmos como está, não temos perspectiva de horário de verão. Para o ano que vem, temos de estar muito atentos à questão da segurança energética. Esse planejamento é feito cotidianamente pelo comitê de monitoramento do setor elétrico”, disse.

Silveira, aliás, vê o Brasil em momento de “bonança hídrica”. Por isso, não considera a possibilidade de adotar o horário de verão ainda em 2023. A medida é adotada para aumentar o aproveitamento da luz do sol, reduzindo o consumo de energia.

No Brasil, o horário de verão deixou de valer em 2019. Os relógios costumam funcionar adiantados entre o fim de um ano e os meses iniciais de outro. O objetivo é mitigar os efeitos de possíveis baixos níveis de água nos reservatórios. Assim, um possível desabastecimento se torna menos factível.

Ao chamar os reservatórios de “pulmão” do setor elétrico, Silveira lembrou os efeitos do fenômeno climático El Niño, que gera aquecimento além do normal nas águas do Oceano Pacífico, provocando efeitos nas zonas tropicais do globo.

“Pude ver (o El Niño) in loco no Norte e no Sul, onde (houve) excesso de chuvas, criando problemas sociais e risco iminente de desabamentos muitos graves. E, no Norte, rios caudalosos, que não conseguiríamos ver sequer o outro lado da margem, praticamente com um fio d’água no meio de seu leito”, explicou.

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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