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Secretários de Zema defendem privatizações e fazem planos para uso dos recursos

Melhorias na infraestrutura e na educação estão entre as hipóteses defendidas para uso de recursos da venda de Cemig, Copasa e Gasmig

Zema enviou PEC para tentar facilitar caminho para privatização de empresas estatais em Minas

Secretários do Governo de Minas defenderam o uso de recursos da venda de empresas estatais para investimento em ações de educação e infraestrutura. Dentre os pontos citados, estão a formação de professores, reforma de escolas e melhorias na pavimentação das rodovias mineiras.

Nesta semana, o governador Romeu Zema (Novo) enviou à Assembleia Legislativa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna mais fácil o caminho para privatizações em Minas Gerais de companhias como a Cemig, Copasa e Gasmig.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, afirmou que os aportes podem ajudar na melhoria da infraestrutura do Estado. A declaração foi dada nesta terça-feira durante um evento do governo na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“Pensamos muito que esse recurso tem que deixar algo que Minas Gerais possa ter para sempre, que possa colher frutos na herança que o povo mineiro poderá usufruir. Um deles é na infraestrutura, principalmente a rodoviária. Sabemos que Minas Gerais ainda têm a maior malha rodoviária do país e precisamos de recursos para que essa malha possa ligar pessoas e escoar a produção. Isso tudo viabiliza mais investimentos, mais empresas, mais empregos e mais oportunidades”, defendeu.

O secretário de Educação, Igor de Alvarenga, também reivindica parte dos futuros recursos - caso as privatizações saiam do papel e sejam aprovadas no Legislativo. De acordo com ele, a educação tem propostas para absolver os recursos oriundos da venda de estatais.

“Todo recurso que vier para a educação e a saúde a gente acha importante e a gente pode investir na formação de professores, na reforma de escolas e etc”, opinou.

No mesmo evento, Zema defendeu que o estado precisa investir em infraestrutura e em melhorias das estradas. Ao falar sobre a área energética, o político do Novo voltou a criticar a Cemig e ressaltou que a companhia, mesmo com investimentos recentes, têm prejudicado o crescimento de alguns setores como o agronegócio.

“Estive em Nova Serrana há pouco tempo atrás. Máquinas ficaram paradas e indústrias que ivnestiram na ampliação da produção, contratando profissionais, não havia energia elétrica. A Cemig está ampliando em 50% até o fim dessa minha segunda gestão, o número de subestações em todo o estado de Minas. Eu já vi produtor rural me mostrar a irrigação dele movida a gerador à diesel, que custa três vezes mais que a eletricidade e que polui. A Cemig, hoje, está conduzindo o terceiro maior programa de investimento da história da empresa, com mais de R$ 40 bilhões. Vamos ter em Minas energia abundante, limpa para poder atrairmos investimentos”, disse.

No texto enviado por Zema à Assembleia, ele justificou a medida dizendo que as empresas, nas mãos da iniciativa privada, ganhariam em agilidade e melhorariam a qualidade do serviço prestado. No documento, o governador também defendeu que o dinheiro arrecadado com as privatizações seja investido em áreas importantes para o Estado como revitalização e pavimentação de estradas e outras áreas que possam gerar emprego e renda.

Nesta terça-feira (22), houve um ruído entre o governo e o líder de Zema na Assembleia Legislativa, o deputado João Magalhães (MDB). Em entrevista coletiva ele defendeu que a federalização das empresas estatais - ou seja, o repasse das companhias à União - renderia mais recursos ao Executivo estadual por meio do abatimento da dívida de Minas Gerais com o governo federal. Mais tarde, recuou da própria declaração, ao dizer que essa hipótese é uma das que estão sendo levadas em conta na Assembleia e reafirmou a posição do governo estadual.

Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. No Grupo Bandeirantes, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do BandNews TV. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Já foi eleito pelo Portal dos Jornalistas um dos 50 profissionais mais premiados do Brasil.