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Em busca de mais espaço no governo, Centrão decide indicar mulher para Funasa

Escolha de um nome feminino atenuaria as críticas que o governo tem recebido por aceitar reduzir o número de mulheres no primeiro escalão, segundo lideranças do grupo

Em negociação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por mais espaço no governo, o Centrão decidiu indicar o nome de uma mulher para a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

A informação é de negociadores da minirreforma ministerial, que estiveram com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Nesta sexta-feira (21), Lira se reúne com Lula para definir alguns lugares desse novo desenho da Esplanada. O recado do grupo é claro: não quer pouco espaço.

Para lideranças do Centrão ouvidas pela CNN, a escolha de um nome feminino atenuaria as críticas que o governo tem recebido por aceitar reduzir a participação de mulheres no primeiro escalão, com a retirada de ministras, como Daniela Carneiro, do Turismo.

Nesta semana, o governo nomeou Alexandre Ribeiro Motta, servidor público do quadro do Ministério da Gestão, para presidência interina da Funasa. Para vaga dele, o Centrão também indicará uma mulher.

A estratégia na Funasa é a mesma que será utilizada na Caixa Econômica. Atualmente, o banco é presidido por Rita Serrano.

Inicialmente, o PP chegou a ventilar o nome de Gilberto Occhi. Agora, o plano mudou e a presidência poderá ser assumida por outra servidora do banco mais ligada ao Centrão.

A cobrança pela cadeira de ministro em pastas com orçamento significativo, ou ao menos com capilaridade, continua. É o caso de Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família, e o de Esportes, que acompanha várias iniciativas sociais nos municípios.

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