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‘Falou em nazismo e ameaçou ataque estamos pedindo a prisão’, diz Dino sobre violência nas escolas

Operação Escola Segura prendeu 302 pessoas até o momento

Em balanço divulgado nesta quinta-feira (20), o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que a Operação Escola Segura já realizou 302 prisões de suspeitos de ameaçar ou arquitetar ataques a escolas pelas redes sociais, seja em grupo ou de forma individual. Também foram realizadas 270 buscas e apreensões de armas e artefatos que sugerem ligação com grupos extremistas, entre eles nazistas e neonazistas.

A operação foi deflagrada no dia 5 de abril após ataque à uma creche em Blumenau (SC) deixar quatro crianças mortas e cinco feridas. São investigados 1.738 casos, nos quais 1.072 pessoas já foram ouvidas pela polícia.

“Falou em nazismo, ameaçou, diz que vai fazer ataque, estamos pedindo a prisão, porque não há possibilidade de convivermos com este clima que alguns poucos querem criar em detrimento de 40 milhões de estudantes brasileiros”, disse o ministro da pasta, Flávio Dino (PSB).

“Não fossem as informações colhidas, esses números não seriam possíveis. Com isso, mostramos o principal: que há uma atuação integrada, a união do Governo Federal e a nossa preocupação em garantir a continuidade e estimular que estados e municípios continuem a atuar em rede, além de mostrar a eficácia do monitoramento de redes sociais. É esse trabalho integrado que tem resultado na proteção das comunidades escolares e das famílias”, acrescentou ele.

Monitoramento das redes sociais

Um dos braços da Operação Escola Segura é o monitoramento das redes sociais. Segundo o Ministério da Justiça, foram feitos 812 pedidos de remoção ou de preservação de conteúdo para investigação. Isso não significa, necessariamente, que as redes removeram essas páginas.

“De modo geral, todas as redes estão colaborando, na medida dos seus esforços. Estivemos com o presidente da Anatel, que também tomará providências em relação a isso, porque tem poder para notificar provedores de internet de pequeno e médio porte que, eventualmente, não estejam colaborando”, declarou a coordenadora de Direitos Digitais do da pasta, Estela Aranha.

Denúncias

O Ministério da Justiça criou um canal exclusivo - que pode ser acesso neste link - para recebimento de denúncias sobre possíveis atos violentos nas escolas. As denúncias são anônimas e as informações serão mantidas sob sigilo.

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