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Flávio Bolsonaro cobra ação de Pacheco sobre bloqueio de deputados em redes sociais

Filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que Congresso precisa responder decisões do STF que afetem liberdade de expressão

Flávio Bolsonaro considerou bloqueio de redes sociais de deputados um ataque ao Congresso

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) deveria atuar para evitar que parlamentares tenham a liberdade de expressão cerceadas por decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a coletiva de imprensa para anunciar o lançamento da candidatura do senador eleito Rogério Marinho (PL) à presidência do Senado, o filho do presidente Bolsonaro foi questionado sobre o atual comando de Pacheco e disse que o Legislativo deveria atuar para garantir o direito dos parlamentares.

Veja mais: PL lança Rogério Marinho para disputar presidência do Senado

“O senado neste momento está numa situação de completa entrega, deixou de defender as prerrogativas parlamentares mais vitais e mais sagradas. O presidente do senado, como presidente do Congresso, não pode se eximir dessa responsabilidade. Preocupa demais, a partir do momento que um parlamentar tem medo de fazer um discurso na tribuna ou tem medo de postar algo nas redes sociais porque ela pode ser bloqueada, pode tomar uma multa, não podemos concordar, isso não pode ser algo normal”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Nas últimas semanas, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de contas de vários deputados aliados de Bolsonaro que são acusados de atentar contra a democracia e de não aceitar o resultado das eleições. Entre os bloqueados estão Cabo Júnio Amaral, Bia Kicis e Carla Zambelli.

‘Nada pessoal’

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que não tem nada contra Rodrigo Pacheco e elogiou o perfil conciliador do parlamentar mineiro. No entanto, disse que é preciso que o presidente do Congresso defenda seus integrantes.

“Precismos buscar o reequilíbrio entre os poderes. Por isso surge uma candidatura do PL, há dentro do próprio Senado, uma insatisfação com a atual presidência em relação a essa postura. Ninguém tem nada contra o atual presidente pessoalmente, ele é um gentleman, um cara super inteligente, atende bem os senadores, mas a discussão é sobre algo maior. Temos a obrigação de dar um retorno para a população”, disse Flávio Bolsonaro

O senador eleito Rogério Marinho também cobrou uma postura mais incisiva de Pacheco. “O pior pecado que pode existir para um ser humano é a omissão. O presidente do Congresso não pode se omitir na hora em que a liberdade e a inviolabilidade do mandato estão em jogo. Isso significa uma violação direta ao parlamento brasileiro. Os congressistas precisam ter as condições de se expressarem livremente”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do presidente do Senado Rodrigo Pacheco para comentar as declarações de Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho e foi informado que Pacheco concederá coletiva ainda nesta quarta-feira, quando poderá trata dos temas citados.

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.