Higienizar o ‘cone’ evita infecções e acelera a recuperação de pets

Com limpeza regular, secagem adequada e observação da pele do pet, o cone continua cumprindo sua função principal: proteger a cicatrização

Além de prevenir odores, a limpeza adequada evita irritações cutâneas

Conhecido popularmente como “cone”, o colar elizabetano é um dos recursos mais utilizados no pós-operatório de cães e gatos, pois impede que o animal lamba ou morda feridas e pontos cirúrgicos enquanto eles cicatrizam.

Mas um cuidado muitas vezes esquecido pelos tutores é a limpeza do acessório, que pode acumular sujeira, saliva e restos de alimentos ao longo do uso.

Durante o período de recuperação, o colar fica em contato constante com o corpo do pet e com superfícies do ambiente. Por isso, veterinários recomendam atenção à limpeza regular para evitar odores, proliferação de bactérias e irritações na pele. A higiene adequada faz parte das medidas essenciais para preservar a saúde dos animais, previne doenças e contribui para o bem-estar.

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De acordo com a médica-veterinária Camila Canno Garcia, a frequência de higienização depende do tempo de uso e do comportamento do animal. O ideal é fazer a limpeza pelo menos uma vez por dia, principalmente quando o cone tem resíduos visíveis de comida, secreções ou saliva.

Para higienizar o cone de forma segura e sem prejudicar o material, a Itatiaia listou alguns cuidado. Eles ajudam a manter o acessório funcional e confortável durante todo o período de recuperação:

  • lavar o colar com água morna e sabão neutro;
  • enxaguar bem para evitar restos de produto químico;
  • secar completamente antes de recolocar no animal, para evitar umidade próxima à pele;
  • observar rachaduras ou deformações no material, que podem causar desconforto;
  • repetir a limpeza sempre que houver sujeira visível.

A higiene também protege a pele do animal

Além de prevenir odores, a limpeza adequada evita irritações cutâneas. Ambientes úmidos e sujos favorecem a proliferação de bactérias e fungos, o que pode provocar dermatites ou infecções secundárias.

Ainda segundo Garcia, qualquer sinal de vermelhidão, coceira ou ferida ao redor do pescoço deve ser avaliado por um médico-veterinário, já que pode indicar reação ao uso prolongado do colar ou falta de higienização.

“Embora o colar elizabetano seja um acessório temporário, ele costuma permanecer no animal por dias ou até semanas. Por isso, a manutenção diária faz parte dos cuidados pós-cirúrgicos”, diz a médica-veterinária.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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