A cena é comum e angustiante para muitos tutores:
Esse quadro, conhecido como estresse de contenção, pode dificultar a
De acordo com as diretrizes de manejo de dor e estresse da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), o bem-estar do pet que é paciente cirúrgico depende de um ambiente adaptado que minimize a frustração sensorial dele.
“O colar muda a percepção espacial e a audição do animal, o que pode gerar ansiedade e desorientação. O segredo está na adaptação gradual e na facilitação das atividades básicas, como alimentação e descanso”, apontam os manuais técnicos de comportamento da instituição. A recomendação é que o acessório nunca seja retirado sem supervisão direta, principalmente nos primeiros sete dias.
Para suavizar o impacto, o
O uso de reforço positivo, com palavras de incentivo, carinho ou petiscos, ajuda o pet a associar o acessório a um período de cuidado e não de punição.
Em caso de tutores de pets que em breve passarão por cirurgia, a Itatiaia listou as principais dicas para o cão aceitar o cone:
- Antes mesmo do procedimento, eleve as vasilhas de água e comida ou use pratos mais estreitos que caibam dentro da circunferência do colar para facilitar a alimentação.
- Retire objetos pequenos e móveis do caminho principal do pet para evitar que ele bata o cone e sinta dor no pescoço pelo impacto.
- Limpe o interior do cone diariamente com um pano úmido e álcool 70%. O acúmulo de saliva e restos de comida pode causar dermatites no pescoço do pet.
- Você pode retirar o cone apenas para o momento da refeição ou em passeios curtos na guia, desde que tenha recomendação veterinária e mantenha os olhos no animal 100% do tempo.
- Nunca deixe o cão dormir sem o cone antes da liberação veterinária. A maioria das automutilações ocorre durante a noite, quando o tutor está dormindo.
- Se o estresse for extremo, consulte o veterinário sobre o uso de colares infláveis ou roupas cirúrgicas, que são menos invasivos para a visão e audição.