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Veja como reduzir o estresse de cães e gatos durante as consultas

Especialistas explicam a importância do acompanhamento médico e dão dicas para tornar a consulta mais tranquila para animais e tutores

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Celebrado todos os anos no último sábado de abril, o Dia Mundial do Veterinário chama atenção para um trabalho essencial que vai muito além do cuidado direto com os animais. Esses profissionais têm papel decisivo na prevenção de doenças, na promoção do bem-estar e até na proteção da saúde pública e do meio ambiente.

A data, criada pela Associação Veterinária Mundial, reforça a importância das consultas periódicas e de hábitos que contribuem para uma vida mais saudável de cães e gatos. Entre essas práticas, uma das mais recomendadas é reduzir o estresse dos animais durante as visitas ao consultório, algo que pode fazer toda a diferença na qualidade do atendimento.

Consultas regulares são fundamentais para a saúde dos pets

Especialistas destacam que levar o animal ao veterinário com frequência permite identificar doenças ainda no início, definir padrões de saúde e criar planos personalizados de vacinação e prevenção.

Mesmo quando o pet aparenta estar saudável, as consultas não devem ser deixadas de lado. No caso dos gatos, isso é ainda mais importante, já que eles costumam esconder sinais de dor ou doença.

Nos cães, os check-ups incluem avaliação de peso, articulações, saúde bucal, controle de parasitas e exames laboratoriais capazes de detectar problemas silenciosos.

De forma geral, uma consulta de rotina analisa olhos, ouvidos, boca, pele, coração, pulmões, abdômen, articulações e sistema nervoso. Dependendo da idade, espécie e estilo de vida, também podem ser solicitados exames como hemograma, análise de urina e testes para doenças infecciosas.

Como reduzir o estresse dos cães no veterinário

Para muitos cães, a ida ao veterinário pode ser uma experiência desconfortável por causa de cheiros, sons e manipulações desconhecidas. Por isso, clínicas que adotam técnicas de manejo mais calmas e respeitam o comportamento do animal tendem a proporcionar um ambiente mais acolhedor.

Uma estratégia eficaz é a chamada 'visita feliz'. Nela, o tutor leva o cachorro ao local sem realizar nenhum procedimento, apenas para criar uma associação positiva. Isso pode começar ainda no carro ou no estacionamento, com petiscos, e evoluir até a entrada no consultório.

Outro ponto importante é o treinamento em casa. Acostumar o animal ao toque nas patas, orelhas e focinho ajuda a reduzir o desconforto durante os exames. O uso de focinheira adequada, quando necessário, também pode aumentar a segurança e diminuir o estresse.

No dia da consulta, levar os petiscos preferidos e brinquedos pode ajudar a distrair o animal. Se ele recusar comida, é um sinal de que está muito estressado.

Dicas para acalmar gatos durante a consulta

Gatos tendem a sofrer ainda mais com mudanças de ambiente, já que são muito sensíveis a cheiros e rotina. Por isso, o transporte adequado é essencial.

O ideal é usar uma caixa resistente, familiar ao animal e, se possível, com abertura superior. Cobrir o transporte com uma manta que tenha o cheiro da casa também ajuda a aumentar a sensação de segurança.

Deixar a caixa disponível no ambiente doméstico, com objetos que tenham o cheiro dos tutores, facilita a adaptação. Caso o gato resista, envolvê-lo suavemente em uma toalha pode ajudar no momento de colocá-lo no transporte.

Passeios curtos de carro antes da consulta e visitas rápidas à clínica, apenas para reconhecimento do espaço, também ajudam a reduzir o medo. Em casos mais intensos, o veterinário pode indicar medicação específica para controlar a ansiedade.

Sinais de alerta

Alguns sintomas indicam que o animal precisa de atendimento urgente. Entre eles estão mudanças no apetite, sede excessiva, vômitos persistentes, diarreia prolongada, dificuldade para respirar, perda de peso repentina, sangue nas fezes e apatia.

Nos gatos, também é importante observar alterações de comportamento, dificuldade para se movimentar e falta de apetite.

Especialistas recomendam que os tutores conheçam bem o comportamento normal de seus pets, pois isso facilita a identificação de qualquer mudança.

Ter um plano de ação para emergências também é fundamental, segundo veterinários. Isso inclui manter contatos de clínicas 24 horas, montar um kit básico de primeiros socorros e conhecer as necessidades específicas do animal, como idade, raça e possíveis condições de saúde.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.