Pressão alta em cães e gatos pode passar despercebida; veja sinais de alerta
Hipertensão em animais é silenciosa e costuma estar ligada a outras doenças; diagnóstico precoce aumenta a qualidade de vida

Celebrado em 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial chama atenção não apenas para a saúde dos humanos, mas também para um problema que pode atingir cães e gatos de forma discreta e perigosa. A pressão alta nos pets, muitas vezes sem sintomas claros, pode comprometer o coração e outros órgãos quando não é identificada a tempo.
Nos animais, a hipertensão tende a surgir como consequência de outras condições, como doenças renais ou alterações hormonais. Isso faz com que o problema passe despercebido por longos períodos, aumentando o risco de complicações mais graves.
Segundo especialistas, quando a pressão arterial permanece elevada, o coração precisa trabalhar mais para bombear o sangue. Com o passar do tempo, esse esforço contínuo pode levar ao espessamento das paredes cardíacas e elevar as chances de doenças cardiovasculares, além de agravar quadros já existentes.
Sinais que merecem atenção
Embora seja considerada silenciosa, a hipertensão pode apresentar alguns indícios. Tutores devem observar mudanças no comportamento e na rotina dos animais. Entre os principais sinais estão:
- Respiração acelerada ou dificuldade para respirar
- Falta de apetite
- Alterações comportamentais, como apatia ou isolamento
- Consumo maior de água acompanhado de aumento da urina
- Ganho de peso
Ao notar qualquer um desses sintomas, a recomendação é buscar orientação veterinária o quanto antes.
Como é feito o diagnóstico de hipertensão em cães e gatos
A melhor forma de prevenir complicações é manter consultas regulares e realizar check-ups periódicos. A identificação precoce da hipertensão ou da doença que a provoca aumenta significativamente as chances de controle.
A medição da pressão arterial em pets é simples, indolor e semelhante ao procedimento realizado em humanos. Um manguito adaptado ao tamanho do animal é colocado na pata ou no rabo para a aferição.
Dependendo do caso, o veterinário pode solicitar exames complementares, como avaliação cardíaca por imagem, eletrocardiograma, radiografia, monitoramento contínuo do coração e análises de sangue e urina. Esses exames ajudam a entender o funcionamento do organismo e a identificar a origem do problema.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



