Ainda são dias de chuva em Belo Horizonte (MG) e região metropolitana. Nesse período, pode ser complicado manter a higiene de cães e gatos, principalmente dos que vivem em casas, embora os pets de apartamento também mereçam atenção. A
A higiene dos pets deve sempre preservar o bem-estar e garantir condições que promovam “conforto físico e mental e a prevenção de doenças”, como orienta o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Na prática, isso significa adaptar a rotina de banhos às condições climáticas para evitar que o animal fique úmido por longos períodos.
E durante épocas chuvosas, a pele e a pelagem permanecem mais
Frequência e secagem fazem toda a diferença
A frequência ideal de banhos varia conforme raça, estilo de vida e orientação veterinária. Mas em materiais sobre dermatologia veterinária, como o artigo Riscos Dermatológico em Cães Devido ao Estresse e Particularidades Relativas ao Banho, publicado na Revista Multidisciplinar de Saúde, especialistas concordam que o erro mais comum no período chuvoso é a secagem incompleta.
A secagem deve ser minuciosa, inclusive em regiões menos visíveis como axilas, virilha e “vácuos” nas patinhas, como espaços entre os dedos. A umidade retida na pele cria um microambiente propício para infecções cutâneas.
A Itatiaia listou algumas recomendações de veterinários e guias técnicos para manter a higiene sem comprometer a saúde do animal. Essas medidas simples reduzem muito o risco de problemas dermatológicos durante o período chuvoso:
- usar água morna e ambiente protegido de correntes de ar;
- secar completamente com toalha e secador em temperatura adequada;
- evitar banhos em dias muito frios ou úmidos, quando possível;
- escovar a pelagem antes e depois do banho, reduzindo nós e retenção de umidade;
- observar sinais de coceira, vermelhidão ou mau cheiro, que podem indicar dermatite.
Pets mais vulneráveis, como filhotes, idosos e animais com doenças de pele, exigem cuidado redobrado. Nesses casos, o intervalo entre banhos pode precisar de ajuste individual.
O CRMV-SP orienta que qualquer sinal persistente de coceira, feridas ou odor na pele deve motivar avaliação veterinária, já que dermatites podem evoluir rapidamente quando associadas à umidade.