Em qualquer casa ou apartamento há o cantinho dos desinfetantes perfumados, sabões e limpadores multiuso, pois eles fazem parte da rotina doméstica. Mas esses produtos podem estar por trás de coceiras persistentes, vermelhidão e feridas na pele dos cães. A
A dermatite de contato é uma “resposta inflamatória na pele decorrente da exposição a substâncias agressoras”, incluindo sabonetes, detergentes, desinfetantes e perfumes, segundo a plataforma veterinária Petlove. Essa resposta provoca
A intensidade da reação varia conforme a sensibilidade do animal e o tempo de exposição aos produtos.
Embora qualquer cão possa desenvolver problemas de pele, algumas raças têm maior sensibilidade devido a características genéticas, dobras na pele ou sistema imunológico reativo. Entre algumas raças sensíveis estão o Shih-tzu, Lhasa apso, Bulldogs, Golden, Labrador retriever , Yorkshire e Cocker, listou a plataforma internacional PetMD.
O problema costuma surgir quando o pet caminha em pisos recém-lavados ou se deita em superfícies com resíduos químicos. Muitos produtos domésticos contêm compostos corrosivos ou com pH diferente da
Entre os agentes mais associados ao problema estão água sanitária concentrada, desinfetantes perfumados, sabão em pó e limpadores multiuso, explica a especialista. Esses produtos podem causar desde irritação leve até lesões mais profundas, especialmente em cães com pele sensível ou predisposição alérgica.
Casos reais reforçam o alerta. Reportagem do Campo Grande News mostrou que um cão desenvolveu dermatite após contato com produtos de limpeza domésticos; segundo o veterinário Rafael Rodrigues, ouvido na reportagem, “o principal sintoma é a coceira”, que pode ser intensa a ponto de afetar o comportamento do animal.
Sinais de que produtos da casa podem estar afetando o pet
Veterinários recomendam atenção especial quando surgem sintomas logo após a limpeza do ambiente ou contato com superfícies recém-lavadas. A Itatiaia destacou os sinais mais comuns incluem:
- coceira intensa ou lambedura constante das patas e barriga;
- vermelhidão, inchaço ou descamação da pele;
- queda localizada de pelos;
- feridas, crostas ou mau cheiro na pele;
- inquietação ou mudança de comportamento após contato com o chão.
Esses sinais aparecem principalmente nas áreas com menos pelos e maior contato com o piso, como patas, abdômen e focinho.
Prevenção começa na rotina de limpeza
Especialistas concordam que a medida mais eficaz é reduzir a exposição. O próprio Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) orienta que, diante de quadros alérgicos, é importante observar o ambiente e afastar possíveis agentes desencadeantes, que podem incluir produtos de limpeza e perfumes.
A entidade orienta a enxaguar bem o piso após a limpeza, evitar fragrâncias fortes, manter o ambiente ventilado e utilizar produtos adequados para casas com pets. Em animais já sensíveis, a avaliação veterinária é sempre recomendada para confirmar o diagnóstico e indicar tratamento certo para o cão.