Calor e umidade pioram dermatite em cães e levam à coceira intensa

Clima favorece a multiplicação de fungos e bactérias na pele do pet e a intensificação de dermatites e do desconforto; saiba reconhecer os sinais

Com a proliferação aumentada, aumentam também os episódios de dermatite, coceira e inflamações cutâneas, principalmente em animais com alergias pré-existentes

Os dias de altas temperaturas e períodos de maior umidade costumam trazer alívio para quem gosta do verão, mas podem ser um desafio para a saúde da pele dos cães. Médicos-veterinários alertam que o clima quente e úmido, como tem sido os últimas dias em Belo Horizonte (MG) e em outras partes de Minas Gerais, favorece a proliferação de fungos e bactérias. Com a proliferação aumentada, aumentam também os episódios de dermatite, coceira e inflamações cutâneas, principalmente em animais com alergias pré-existentes.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) explica que a pele é uma das barreiras de defesa do organismo e pode ser facilmente comprometida por fatores ambientais. Segundo o órgão, alterações como calor excessivo, umidade e acúmulo de sujeira criam condições ideais para infecções secundárias, agravando quadros alérgicos e inflamatórios.

Nessas situações, a coceira persistente pode levar a lesões, queda de pelos e infecções mais graves. A médica-veterinária dermatologista Aline Magalhães destaca que o verão exige atenção redobrada dos tutores. “Calor, umidade e pele úmida por muito tempo criam o cenário perfeito para proliferação de microrganismos, o que intensifica a coceira e a inflamação”, afirma. Ela ressalta que cães alérgicos ou com dobras cutâneas são ainda mais vulneráveis.

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A Itatiaia destaca os sinais de que o clima pode estar agravando a dermatite do cachorro:

  • Coceira intensa e persistente, principalmente após calor ou banho.
  • Vermelhidão, feridas ou áreas úmidas na pele.
  • Mau cheiro ou secreção, sugestivos de infecção bacteriana ou fúngica.
  • Queda de pelos localizada ou lambedura excessiva.
  • Piora de alergias já diagnosticadas durante períodos quentes e úmidos.

A World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) também reforça que dermatites são multifatoriais e frequentemente pioram com condições ambientais favoráveis à multiplicação microbiana. A entidade orienta que sinais como coceira constante, vermelhidão, odor forte ou secreção devem motivar avaliação veterinária precoce, para evitar a evolução para infecções secundárias dolorosas.

A prevenção, num geral, exige medidas simples mas muito eficazes: manter seca a pele do pet após banhos, controlar parasitas, fazer higiene adequada e buscar orientação profissional diante dos primeiros sinais.

O CFMV reforça também que automedicação por parte dos tutores pode mascarar doenças dermatológicas e atrasar o tratamento correto.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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