Falta de mobilidade em gatos idosos leve ao crescimento das unhas; saiba o que fazer

Unhas grandes em gatos idosos podem causar dor, doença articular ou perda de mobilidade; observar as patas e o comportamento do pet é o ideal

A menor movimentação costuma estar ligada a doenças articulares comuns na velhice

O envelhecimento dos gatos traz mudanças físicas e comportamentais importantes e que exigem a atenção dos tutores. Entre elas está o crescimento excessivo das unhas, muitas vezes associado à redução das atividades e da mobilidade. O alerta aparece em orientações do Cornell Feline Health Center, da Universidade Cornell, que explicam que gatos mais velhos “podem não usar arranhadores com a mesma frequência que quando eram jovens; por isso, as unhas devem ser verificadas semanalmente e aparadas quando necessário”.

A menor movimentação costuma estar ligada a doenças articulares comuns na velhice. A própria instituição observa que gatos idosos tendem a ser menos ativos, dormir mais e ter dificuldade para alcançar locais antes habituais, mudanças que não devem ser atribuídas apenas à idade, pois podem indicar enfermidades tratáveis.

Quando há dor crônica, como na osteoartrite, o animal reduz ainda mais o movimento, e cria um ciclo que diminui o desgaste natural das garras e causa o desconforto ao caminhar. Além disso, gatos idosos podem ter dificuldade para se higienizar adequadamente, exigindo auxílio suave dos tutores, sobretudo quando há condições dolorosas subjacentes.

Outro ponto importante é que unhas crescidas demais podem indicar outros problemas médicos como artrite ou hipertireoidismo. Se for o caso, os tutores devem conversar com um profissional para avaliação.

Quando as unhas estiverem grandes demais, a principal recomendação é avaliar a saúde geral e realizar o corte regular com orientação veterinária, já que o excesso pode causar dor, ferimentos nas patas e dificuldade de locomoção.

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A Itatiaia listou alguns sinais de alerta ao observar gatos idosos:

  • Unhas longas ou curvadas, com risco de ferir a almofada da pata.
  • Dificuldade para caminhar, subir ou saltar, ligada a dor articular.
  • Redução de atividade ou mudanças de comportamento, que podem indicar doença.
  • Higiene corporal prejudicada, comum em felinos com mobilidade limitada.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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