O cenário das casas brasileiras está mudando. Segundo o Censo Pet do Instituto Pet Brasil (IPB), o número de
A adaptação dos gatos aos apartamentos compactos das capitais é o principal motor dessa transformação. Enquanto o mercado imobiliário brasileiro foca em unidades cada vez menores, o gato se destaca por ser um
Conforme explica a medicina veterinária comportamental, o bem-estar do felino está ligado à exploração de prateleiras e nichos, e não necessariamente a grandes quintais. O gato ocupa o espaço de forma tridimensional, o que o torna o habitante ideal para o modelo de moradia atual dos jovens, que priorizam localização em vez de metragem, afirmam analistas da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).
Além da questão espacial, o fator econômico pesa no bolso dos brasileiros. Dados do setor indicam que o custo mensal de manutenção de um gato pode ser até 30% inferior ao de um cão de porte médio. Essa diferença aparece na economia com banho e tosa, já que o gato faz sua própria higiene, e no volume de ração consumida.
Para uma geração que lida com a instabilidade financeira e o aumento do custo de vida, o gato oferece a experiência da “parentalidade pet” sem comprometer o orçamento de forma tão drástica quanto um animal que exige gastos fixos com passeadores ou creches.
A relação com o trabalho também mudou. Com a consolidação do home office e do modelo híbrido, o gato se tornou o companheiro de rotina mais adaptável. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o comportamento felino, embora afetuoso, respeita mais facilmente os períodos de silêncio e foco do tutor.