Cruzeiro x Atlético: definição da arbitragem desempata contagem histórica

Clássico deste domingo (8) será apitado por Matheus Candançam, árbitro de São Paulo

Árbitro Matheus Delgado Candançan será responsável por comandar a final do Mineiro

A escalação de Matheus Candançan, de São Paulo, para comandar o clássico deste domingo (8), entre Cruzeiro e Atlético, às 18h, no Mineirão, valendo o título do Campeonato Mineiro de 2026, desempatada uma cantagem histórica. Agora, as finais diretas entre os dois rivais tenham mais árbitros paulistas que mineiros nos comandos dos jogos por essas decisões.

A partida deste domingo será a 56ª entre cruzeirenses e atleticanos em finais diretas do Estadual, numa história que começou em 1931. Com a definição de Candançan no apito, serão 18 arbitragens paulistas, contra 17 mineiras.

O árbitro que mais comandou clássicos decisivos ente Atlético e Cruzeiro também é paulista. Paulo César de Oliveira, hoje comentarista de arbitragem do Grupo Globo, apitou quatro vezes entre 2000 e 2011, sendo ele o comandante das duas goleadas celestes por 5 a 0 nos jogos de ida das finais de 2008 e 2009. Ele esteve presente ainda nas partidas de ida das decisões de 2000 e 2011, ambas vencidas pelo Galo por 2 a 1.

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Polêmica

O assunto arbitragem faz parte da história das finais entre Atlético e Cruzeiro desde a primeira vez que eles se encontraram para decidirem diretamente o Campeonato Mineiro, isso em 1931, ainda na Era do Amadorismo.

Naquele ano, eles terminaram o torneio empatados, com sete vitórias e uma derrota. Nesse caso, o regulamente previa uma melhor de três para a decisão do título. E o combinado entre os clubes era de que o mandante deveria trazer um árbitro do Rio de Janeiro para comandar a partida.

No primeiro jogo, no Barro Preto, em 29 de novembro de 1931, o Atlético venceu por 2 a 1, com o carioca Virgílio Fedrighi no apito. No segundo confronto, em Lourdes, uma semana depois, o combinado de trazer um árbitro do Rio de Janeiro não foi cumprido pelo Atlético.

Na preliminar, entre aspirantes dos dois clubes, aconteceu uma grande briga e o campo foi invadido por muita gente. A proposta atleticana foi de uma lista com o nome de três árbitros mineiros para que fosse escolhido um.

O Palestra Itália não aceitou, se recusou a jogar e o Atlético foi declarado campeão como vencedor das duas partidas decisivas.

Oito estados

Além de paulistas e mineiros, árbitros de outros sete estados brasileiros já comandaram um clássico entre Atlético e Cruzeiro por decisão direta de Campeonato Mineiro entre eles.

Foram 12 arbitragens cariocas, três gaúchas, duas paraenses e uma de Bahia, Sergipe, Paraná e Alagoas. Nas três decisões anteriores entre os rivais em jogo único, sempre esteve em campo um árbitro mineiro, o que será quebrado agora neste domingo.

Em 1972, a vitória do Cruzeiro por 2 a 1 teve Sílvio Gonçalves no apito. Em 1990, a Raposa fez 1 a 0 e a arbitragem foi de Márcio Rezende de Freitas. Em 2022, Felipe Fernandes de Lima foi o árbitro dos 3 a 1 aplicados pelo Atlético.

Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro

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