A escalação de
A partida deste domingo será a 56ª entre cruzeirenses e atleticanos em finais diretas do Estadual, numa história que começou em 1931. Com a definição de Candançan no apito, serão 18 arbitragens paulistas, contra 17 mineiras.
O árbitro que mais comandou clássicos decisivos ente Atlético e Cruzeiro também é paulista. Paulo César de Oliveira, hoje comentarista de arbitragem do Grupo Globo, apitou quatro vezes entre 2000 e 2011, sendo ele o comandante das duas goleadas celestes por 5 a 0 nos jogos de ida das finais de 2008 e 2009. Ele esteve presente ainda nas partidas de ida das decisões de 2000 e 2011, ambas vencidas pelo Galo por 2 a 1.
Polêmica
O assunto arbitragem faz parte da história das finais entre Atlético e Cruzeiro desde a primeira vez que eles se encontraram para decidirem diretamente o Campeonato Mineiro, isso em 1931, ainda na Era do Amadorismo.
Naquele ano, eles terminaram o torneio empatados, com sete vitórias e uma derrota. Nesse caso, o regulamente previa uma melhor de três para a decisão do título. E o combinado entre os clubes era de que o mandante deveria trazer um árbitro do Rio de Janeiro para comandar a partida.
No primeiro jogo, no Barro Preto, em 29 de novembro de 1931, o Atlético venceu por 2 a 1, com o carioca Virgílio Fedrighi no apito. No segundo confronto, em Lourdes, uma semana depois, o combinado de trazer um árbitro do Rio de Janeiro não foi cumprido pelo Atlético.
Na preliminar, entre aspirantes dos dois clubes, aconteceu uma grande briga e o campo foi invadido por muita gente. A proposta atleticana foi de uma lista com o nome de três árbitros mineiros para que fosse escolhido um.
O Palestra Itália não aceitou, se recusou a jogar e o Atlético foi declarado campeão como vencedor das duas partidas decisivas.
Oito estados
Além de paulistas e mineiros, árbitros de outros sete estados brasileiros já comandaram um clássico entre Atlético e Cruzeiro por decisão direta de Campeonato Mineiro entre eles.
Foram 12 arbitragens cariocas, três gaúchas, duas paraenses e uma de Bahia, Sergipe, Paraná e Alagoas. Nas três decisões anteriores entre os rivais em jogo único, sempre esteve em campo um árbitro mineiro, o que será quebrado agora neste domingo.
Em 1972, a vitória do Cruzeiro por 2 a 1 teve Sílvio Gonçalves no apito. Em 1990, a Raposa fez 1 a 0 e a arbitragem foi de Márcio Rezende de Freitas. Em 2022, Felipe Fernandes de Lima foi o árbitro dos 3 a 1 aplicados pelo Atlético.