Vazamento de mensagens deixa André Mendonça em saia justa

Não pode poupar colegas e nem querer ser ‘Herói Nacional’

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça

O vazamento das mensagens de Daniel Vorcaro deixa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, em saia justa. A pedido dos advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o STF autorizou a investigação sobre a divulgação do material.

O Caso Master deixa o ministro entre a cruz e a espada. Ao mesmo tempo que o magistrado precisa manter o mínimo de cordialidade entre seus pares, ele não pode vestir a carapuça do “Herói Nacional” como fez o juiz Sérgio Moro na operação Lava Jato ou como fez o próprio Alexandre de Moraes nas apurações relacionadas ao dia 8 de janeiro, conforme analisou uma fonte da coluna na própria corte.

A melhor estratégia é ser razoável, segundo integrantes do judiciário, é cumprir prazos e não extrapolar competências.

Origem do vazamento

Nos corredores do STF, a desconfiança é que o vazamento tenha saído do Congresso Nacional, o que também exige muito melindre, já que são vários capítulos do cabo de guerra entre o judiciário e o parlamento no Brasil.

Pressão da direita

Mendonça sofre ainda a pressão da direita ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que acredita que as informações relacionadas ao Caso Master possam ser prejudiciais não apenas ao STF, mas também ao executivo e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Ponto a favor

O ponto a favor de Mendonça nesse caso é que os próprios colegas admitem que além de experiente, o ministro tem um gabinete muito técnico formado principalmente por profissionais de carreira da Advocacia Geral da União.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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