O vazamento das mensagens de Daniel Vorcaro deixa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, em saia justa. A pedido dos advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o STF autorizou a investigação sobre a divulgação do material.
O Caso Master deixa o ministro entre a cruz e a espada. Ao mesmo tempo que o magistrado precisa manter o mínimo de cordialidade entre seus pares, ele não pode vestir a carapuça do “Herói Nacional” como fez o juiz Sérgio Moro na operação Lava Jato ou como fez o próprio Alexandre de Moraes nas apurações relacionadas ao dia 8 de janeiro, conforme analisou uma fonte da coluna na própria corte.
A melhor estratégia é ser razoável, segundo integrantes do judiciário, é cumprir prazos e não extrapolar competências.
Origem do vazamento
Nos corredores do STF, a desconfiança é que o vazamento tenha saído do Congresso Nacional, o que também exige muito melindre, já que são vários capítulos do cabo de guerra entre o judiciário e o parlamento no Brasil.
Pressão da direita
Mendonça sofre ainda a pressão da direita ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que acredita que as informações relacionadas ao Caso Master possam ser prejudiciais não apenas ao STF, mas também ao executivo e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ponto a favor
O ponto a favor de Mendonça nesse caso é que os próprios colegas admitem que além de experiente, o ministro tem um gabinete muito técnico formado principalmente por profissionais de carreira da Advocacia Geral da União.