Petrolífera francesa diz que voltar à Venezuela não está ‘no topo’ das prioridades

Presidente executivo da empresa, Patrick Pouyanné afirmou não acreditar no aumento da produção de petróleo no país sul-americano em 2026, mesmo sob controle dos EUA

Patrick Pouyanné, presidente executivo da TotalEnergies

O presidente executivo da petrolífera Total Energies, Patrick Pouyanné, afirmou que um eventual retorno do grupo francês à extração de petróleo na Venezuela não está “no topo” das prioridades da empresa.

O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (13), em uma conferência em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

Na ocasião, Pouyanné foi questionado sobre as expectativas no país sul-americano. Ele respondeu que o grupo iria “analisar a questão”, mas que era necessário contar com um quadro “claro” para poder investir.

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A Total Energies se retirou da Venezuela em 2022. Na época, o mesmo movimento foi feito por diversas empresas. “Para ser sincero, não está no topo da minha lista de prioridades”, ressaltou o presidente executivo da petrolífera.

O posicionamento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir aos executivos do setor para investirem na produção de petróleo da Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro.

Expectativas para a economia

A prisão de Maduro no dia 3 de janeiro mudou o cenário do país sul-americano e as expectativas para a economia.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, denunciou que a operação militar dos EUA foi uma “agressão criminosa”, mas assegurou que a enfrentara pela “via democrática” e que está avaliando retomar vínculos com Washington.

Por outro lado, Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no comando” do país sul-americano e terão controle sobre as vendas de petróleo venezuelano.

O país também irá escolher as empresas norte-americanas que vão reativar a indústria com investimento de até 100 bilhões de dólares (537,5 bilhões de reais).

A produção de petróleo na Venezuela, que já atingiu 3,5 milhões de barris diários há 25 anos, caiu para 1 milhão.

“Voltar a ter três [milhões de barris por dia] levará anos”, disse Pouyanné. “Não estou convencido de que terá um impacto direto no mercado em 2026", acrescentou o presidente executivo.

* Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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