EUA alertam para chance de ataques contra portos civis iranianos no Estreito de Ormuz

Passagem marítima, considerada a mais importante para a logística energética no mundo, tem sido alvo de tensões nos últimos dias

Transporte de 20% do petróleo global é feito pelo Estreito de Ormuz, no Irã

O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom, na sigla em inglês), alertou, nesta quarta-feira (11), os civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos ao longo do Estreito de Ormuz, que, segundo Washington, estão sendo usados por Teerã para fins militares.

“O regime iraniano está usando portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional”, divulgou o Centcom em comunicado, acrescentando que “essas ações perigosas colocam em risco a vida de pessoas inocentes”.

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A nota ainda alerta para que os civis no Irã evitem “imediatamente todos os portos onde as forças navais iranianas operam”.

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. A região tem sido alvo de tensões entre os Estados Unidos e o Irã nos últimos dias.

Na última terça-feira (10), os EUA informaram ter destruído 16 navios minadores que poderiam ter sido usado para bloquear o estreito. Pouco antes, o Irã havia iniciado instalação de minas na região, segundo duas fontes especialistas em relatórios da inteligência estadunidense sobre o assunto.

Qual a importância do Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo. Cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente, o que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity.

Além dos 20 milhões de barris diários de petróleo de nações como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, a via é o caminho de escoamento para 20% do Gás Natural Liquefeito (GNL) negociado no planeta.

O fechamento da passagem marítima poderia causar um colapso econômico mundial, visto que que a maioria do fluxo atual ficaria represada em caso de uma obstrução comercial efetiva, gerando um choque de oferta.

*Com informações da AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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