Oriente Médio: saiba como funcionam as minas instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz

País pode possuir entre 5 mil e 6 mil minas navais, segundo um documento divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos

Mina Morska e Estreito de Ormuz

Com a escalada do conflito no Oriente Médio, o Irã iniciou a instalação de minas no Estreito de Ormuz, segundo duas pessoas familiarizadas com relatórios da inteligência norte-americana sobre o tema. A passagem martítima localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Até o momento, a instalação de minas ainda não é extensa. Apenas algumas dezenas foram colocadas nos últimos dias, de acordo com as fontes. Porém, o Irã mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e equipamentos para lançamento de minas, confirmando que o país poderia, de fato, instalar centenas do explosivo na hidrovia.

O que são as minas navais utilizadas pelo Irã?

O Irã pode possuir um arsenal entre 5 mil e 6 mil minas navais, segundo um relatório do Congresso dos Estados Unidos publicado em 2025.

O armamento é usado para interromper os recursos navais de um alvo, ou para direcionar o inimigo para uma rota diferente, segundo informações do Centro Robert Strauss para Segurança e Direito Internacional, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

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Esse tipo de arma causou mais de 70% das baixas de navios do país norte-americano, desde 1950. As minas navais, normalmente, possuem de 100 a mais de duas mil libras de explosivos de alta potência e podem ser lançadas a partir de diferentes tipos de veículos.

Ainda segundo o Centro Robert Strauss, a mina, após ser detonada, causa uma explosão subaquática gerando uma energia destrutiva que se divide entre uma bolha de gás e uma onda de choque.

A diferença de pressão entre a bolha de gás e a água cria um vácuo que faz o gás em expansão ser lançado rapidamente para cima. Se uma embarcação estiver diretamente acima dessa diferença de pressão, a bolha de gás atinge violentamente o fundo dos navios.

*Com informações da CNN Brasil

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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