Homem acusado de tentar matar Trump teria tirado foto com armas antes de ataque
Promotores apresentaram novo documento à Justiça dos Estados Unidos com o objetivo de manter Cole Tomas Allen detido

O Departamento de Justiça no Estados Unidos divulgou, nesta quarta-feira (29), um novo documento apontando que o homem acusado de tentar matar o presidente Donald Trump tirou uma foto com armamentos, pouco antes de tentar invadir o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca no último fim de semana.
Na imagem, Cole Tomas Allen, de 31 anos, estava em um quarto do hotel Washington Hilton — onde acontecia o evento de Trump com jornalistas — com uma bolsa de munição, um coldre de arma no ombro e uma faca. Ele vestia roupas pretas, com uma gravata vermelha.
O novo documento apresentado por promotores à Justiça tem o objetivo de manter Allen detido. Uma audiência de detenção está marcada para a próxima quinta-feira (30).
"O réu viajou pelo país portando armas perigosas com o objetivo de atacar uma reunião dos mais importantes líderes políticos da nação, incluindo o Presidente dos Estados Unidos", disseram os promotores. "Ele tinha a intenção de matar e disparou sua espingarda ao tentar romper a segurança e atacar seu alvo. Em resumo, o réu representa um perigo excepcionalmente grave para a comunidade se for libertado enquanto aguarda o julgamento", acrescentaram.
Cole Tomas Allen foi acusado formalmente, na segunda-feira (27), de tentar assassinar Donald Trump, de acordo com os procedimentos judiciais. O crime pode levar à prisão perpétua. Ele também enfrenta acusações de porte de arma de fogo e agressão contra um agente federal com arma perigosa.
Outros crimes podem ser adicionados ao processo, segundo a procuradora-geral de Columbia, Jeanine Pirro. O caso também pode ser analisado por outras instâncias da Justiça dos Estados Unidos.
O ataque

O tradicional jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca no sábado (25) — evento anual em que o presidente dos EUA se reúne com jornalistas — foi interrompido após tiros serem ouvidos. Na ocasião, Donald Trump foi retirado às pressas do hotel em Washington, onde acontecia o jantar.
Jornalistas e autoridades que estavam no local se agacharam e tentaram se proteger do ataque. Foram efetuados ao menos cinco disparos. O suspeito foi localizado e preso por agentes do Serviço Secreto.
Identificado como Cole Tomas Allen, o suspeito é morador de Torrance, na Califórnia, onde trabalha como professor. Durante o ataque, um agente do Serviço Secreto foi baleado.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



