Trump se reunirá com líder opositora venezuela, María Corina Machado, nesta quinta (15)

Presidente dos Estados Unidos afirmou estar “ansioso” para cumprimentar a opositora; Trump descarta entregar o controle da Venezuela a Machado

Na foto, a opositora venezuela, María Corina Machado, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, receberá a opositora venezuela María Corina Machado nesta quinta-feira (15). A informação foi confirmada por um funcionário norte-americano à Agence France Press (AFP).

Após o bombardeio em Caracas, comandado pelo governo dos EUA, e a prisão do presidente deposto, Nicolás Maduro, Trump declarou que estava “ansioso” para cumprimentar a opositora.

Porém, o republicano também afirmou que não pretende passar o poder do país sul-americano à Machado. Ele destacou que ela não teria apoio interno suficiente.

Trump ainda disse estar satisfeito com a sucessora de Maduro, a presidente interina Delcy Rodríguez, e sinalizou a intenção de se reunir com a chavista.

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Quem é María Corina Machado?

Nascida em Caracas, capital da Venezuela, em 1967, María Corina Machado se formou em engenharia industrial antes de ingressar na política.

Em 2002, fundou a Súmate, um grupo voluntário que promove direitos políticos e monitora eleições.

A opositora está ligada ao cenário político há pelo menos 25 anos. Em maio de 2012, fundou o Vente Venezuela, partido político que é coordenadora.

Machado descreve a doutrina econômica do partido como liberal e propõe uma opção contrária ao socialismo para Caracas, sob as premissas do mercado livre e respeito pela propriedade privada, por exemplo.

O partido diz oferecer “um modelo de desenvolvimento inclusivo e liberal para gerar prosperidade, riqueza e liberdade na Venezuela”.

María Corina Machado denunciou reiteradamente que Maduro fraudou as eleições de julho de 2024 e que Edmundo González Urrutia havia sido o vencedor.

Em 2025, a líder opositora venceu o Prêmio Nobel da Paz, por sua trajetória política. Ela passou mais de um ano na clandestinidade na Venezuela e precisou sair em uma complexa operação para ser homenageada em Oslo, na capital da Noruega. Na ocasião, dedicou o Nobel a Trump.

* Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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