Protestos com intensa repressão no Irã deixam ao menos 648 mortos, diz ONG

Além dos mortos, milhares de pessoas ficaram feridas desde o início das manifestações, em 28 de dezembro

Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei durante um protesto em solidariedade à revolta iraniana, organizado pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã, em Whitehall, no centro de Londres, em 11 de janeiro de 2026, contra a repressão do regime iraniano ao acesso à internet e para “reconhecer seu direito à autodefesa contra as forças do regime”.

Os protestos com intensa repressão no Irã deixaram ao menos 648 pessoas mortas até esta segunda-feira (12), informou o Iran Human Rights (IHRNGO), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.

Além dos mortos, milhares de pessoas ficaram feridas desde o início das manifestações, em 28 de dezembro. Entre os falecidos, estão nove pessoas menores de 18 anos.

“A comunidade internacional tem o dever de proteger os manifestantes civis frente às matanças cometidas pela República Islâmica”, declarou o diretor da IHR, Mahmood Amiry Moghaddam, ao informar o novo balanço de mortos.

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Estimativas feitas pelo grupo apontam que mais de 6 mil pessoas poderiam ter morrido, porém, o apagão quase total da internet torna difícil verificar o número de forma independente.

Desde o dia 28 de dezembro do ano passado, manifestantes vão às ruas de várias cidades do Irã em protesto contra aumento de preços e colapso da moeda local.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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