Os
protestos com intensa repressão no Irã deixaram ao menos 648 pessoas mortas até esta segunda-feira (12), informou o
Iran Human Rights (IHRNGO), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.
Além dos mortos, milhares de pessoas ficaram feridas desde o início das
manifestações, em 28 de dezembro. Entre os falecidos, estão nove pessoas menores de 18 anos.
“A comunidade internacional tem o dever de proteger os manifestantes civis frente às matanças cometidas pela República Islâmica”, declarou o diretor da IHR, Mahmood Amiry Moghaddam, ao informar o novo balanço de mortos.
Estimativas feitas pelo grupo apontam que mais de 6 mil pessoas poderiam ter morrido, porém, o
apagão quase total da internet torna difícil verificar o número de forma independente.
Desde o dia 28 de dezembro do ano passado,
manifestantes vão às ruas de várias cidades do Irã em protesto contra aumento de preços e colapso da moeda local.
Esse é o maior movimento de
manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.