ANP marca auditorias em sonda da Petrobras após vazamento na Foz do Amazonas

Estatal informou ao Ibama que já iniciou reparos em linhas de perfuração e que causas do vazamento ainda estão sendo investigadas

Causas do vazamento ainda estão sendo investigadas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) realizará, em fevereiro deste ano, duas auditorias na sonda contratada pela Petrobras para a perfuração do primeiro poço em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas. As atividades na unidade estão suspensas desde o dia 6 de janeiro de 2026, quando a empresa detectou um vazamento de fluido de perfuração durante as operações.

A primeira auditoria tratará da segurança operacional e das causas do vazamento de fluido. A segunda etapa acontecerá de forma remota e ainda não se sabe o que será tratado na ocasião.

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A Petrobras informou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nessa sexta-feira (23) que as causas do vazamento ainda estão sendo investigadas. A estatal também informou que já iniciou os reparos em duas linhas que levam fluido de perfuração da sonda ao poço.

Relembre o ocorrido

O vazamento na Foz do rio Amazonas aconteceu no dia 4 de janeiro. Inicialmente, as atividades no local foram paralisadas por entre 10 e 15 dias.

O fluido de perfuração é usado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás. A substância mistura água, argila e produtos químicos.

O volume do vazamento foi de aproximadamente 14,945 m³. O bloco onde acontecia a operação fica a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, em uma área de mar aberto.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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