Organizações indígenas e ambientalistas rebateram a Petrobras sobre o
O Instituto Internacional Arayara, composto por cientistas, gestores urbanos, engenheiros, urbanistas e ambientalistas, emitiu um comunicado sobre os perigos da exploração de petróleo no local. Segundo o documento, a área fica “em uma das regiões mais sensíveis do planeta, marcada por alta biodiversidade e pela dependência direta de comunidades costeiras e tradicionais”.
A Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (Apoianp) e o Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) reforçam a preocupação com o vazamento, afirmando que o ocorrido se trata de uma “tragédia anunciada”.
“A atividade petrolífera na nossa costa é uma ameaça aos ecossistemas marinhos e costeiros dos quais nossos povos, especialmente os do Oiapoque, dependem para sua subsistência física e cultural. Este incidente, ainda em fase de pesquisa, evidencia os riscos inaceitáveis do projeto”, diz o comunicado.
A Petrobras, por sua vez, emitiu um comunicado à imprensa nessa terça-feira (6) garantido que “adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes”. A estatal confirma que houve perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, no bloco exploratório (FZA-M-059).
Relembre o ocorrido
O vazamento na Foz do rio Amazonas aconteceu nesse domingo (4), paralisando as atividades no local por entre 10 e 15 dias. O fluido de perfuração é usado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás. A substância mistura água, argila e produtos químicos.
O volume do vazamento foi de aproximadamente 14,945 m³. O bloco onde acontecia a operação fica a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, em uma área de mar aberto.
A Petrobras disse ainda que “não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança”.