ANM nega falha estrutural após extravasamentos de estruturas da Vale em Congonhas

Agência Nacional de Mineração (ANM) afirma que extravasamentos não comprometeram estruturas de barragens da Vale

Região registrou dois extravasamentos entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que “não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens ou pilhas de mineração” no complexo Mina de Fábrica e na mina Viga. A região registrou dois extravasamentos entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, nesse domingo (25).

No caso da Mina de Fábrica, a agência afirma que “o evento esteve associado a infraestrutura instalada em área da operação, sem caracterização de falha estrutural em barragens ou pilhas de mineração”. Já na mina Viga, foi registrado um extravasamento de água em um sump.

A Vale, empresa responsável pelas estruturas, destacou por meio de nota que “ não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra)”. A companhia ainda disse que “as causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas” e afirmou que “ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas”.

Por outro lado, o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), afirma que houve danos ambientais. “Foram mais de 200 mil metros cúbicos de água que saíram lavando todo tipo de minério, de materiais ao longo do caminho, alcançando então o nosso Rio Goiabeiras, com perspectiva de alcançar o Rio Maranhão”, disse o mandatário em vídeo publicado no canal de Instagram da Prefeitura.

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Dois vazamentos em menos de 24 horas

De acordo com a prefeitura de Congonhas, o primeiro vazamento, registrado nas Minas de Fábrica, aconteceu depois do rompimento de uma barreira de contenção de água. O líquido atravessou o dique Freitas e seguiu carreando sedimentos e rejeitos de mineração, provocando impactos ambientais.

Houve vazamento de 263 mil metros cúbicos de água turva. O líquido alagou as dependências da CSN Mineração.

Depois de menos de 24 horas, houve um segundo extravasamento de água com sedimentos na mina Viga. Um sump da Vale se rompeu e atingiu a estrada Esmeril, a cerca de 22 km do local da primeira ocorrência.

A Vale informou que já suspendeu operações nas duas minas, após receber ofício da prefeitura de Congonhas. A notificação e a paralisação das atividades ocorreram nessa segunda-feira (26).

O Governo de Minas Gerais afirmou nessa segunda-feira (26) que autuará a Vale por danos causados e demora na comunicação dos extravasamentos. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou que a Vale cumpra uma série de medidas emergenciais, como:

  • Ações de limpeza do local afetado;
  • Monitoramento do curso d’água atingido;
  • Plano de recuperação ambiental para limpeza das margens, desassoreamento e demais medidas necessárias à recuperação do curso d’água afetado.

Nota da Vale

A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.

Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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