BH no radar da Unesco: Parque das Mangabeiras pode receber reconhecimento internacional

Inscrição apresentada em Paris pode colocar Belo Horizonte no mapa global de áreas geológicas de relevância, com avaliação prevista ainda para este ano

A Serra do Curral, um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, pode ganhar projeção internacional. O Parque das Mangabeiras, que abriga uma parte da Serra, foi inscrito em um processo de reconhecimento junto à Organização das Nações Unidas para a Unesco. A proposta foi apresentada pela Prefeitura de Belo Horizonte durante uma agenda institucional em Paris, na França, na primeira quinzena deste mês, e deve ser oficializada ainda no primeiro semestre de 2026.

A candidatura envolve o Parque das Mangabeiras, área localizada na região Centro-Sul da capital mineira e inserida na Serra do Espinhaço, uma das mais importantes formações geológicas e a mais contínua cadeia de montanhas do Brasil. Caso avance, o processo pode resultar na concessão do título de Geoparque Global da Unesco, reconhecimento concedido a territórios com relevância geológica internacional e potencial para ações integradas de preservação, educação ambiental e turismo sustentável.

A previsão é de que a avaliação técnica da Unesco ocorra ao longo do segundo semestre, com uma resposta até o fim do ano. O procedimento segue etapas que incluem análise documental, verificação de critérios técnicos e articulação com redes internacionais de geoparques.

O que está em jogo: reconhecimento internacional e valorização ambiental

O programa de Geoparques Globais da Unesco reconhece áreas geográficas que apresentam características naturais singulares, associadas a estratégias de gestão voltadas ao desenvolvimento sustentável. Além do valor científico, o título busca estimular a educação ambiental, a integração com comunidades do entorno e o fortalecimento do turismo ecológico.

Apesar da repercussão em torno da possibilidade de uma maior proteção ambiental para a Serra do Curral, o título de Geoparque Global não estabelece, por si só, novos instrumentos jurídicos de preservação ambiental. O reconhecimento funciona como um selo internacional que valida iniciativas já existentes e estimula políticas públicas voltadas à conservação, educação ambiental e valorização do território.

Próximos passos

Com a candidatura apresentada, a etapa seguinte envolve a formalização do pedido ainda neste semestre. A partir daí, técnicos da Unesco devem analisar e avaliar se o parque atende aos critérios exigidos pelo programa internacional.

Caso aprovado, o título poderá posicionar Belo Horizonte em um seleto grupo de cidades que utilizam a geodiversidade como ferramenta de educação, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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