‘Não há contaminante transportado para os rios’, diz executivo da Vale após extravasamentos

Itatiaia entrevistou Rafael Bittar, vice-presidente Executivo Técnico da Vale, na tarde desta segunda-feira (26)

‘Não há contaminante transportado para os rios’, diz executivo da Vale após extravasamentos

Em entrevista à Itatiaia nesta segunda-feira (26), Rafael Bittar, vice-presidente Executivo Técnico da Vale, minimizou possíveis impactos ambientais após os casos de extravasamentos em minas da empresa no interior de Minas Gerais.

Pela manhã, a Defesa Civil de Congonhas confirmou que parte do líquido escoou para o rio Maranhão. O órgão afirmou que monitora a situação no local.

Segundo o executivo, não houve contaminante transportados para os rios. “Não houve, é importante frisar, nenhum transporte de rejeito de mineração em nenhuma dessas duas ocorrências”, afirmou.

Rafael Bittar disse que o líquido que escoou por conta do extravasamento é semelhante às enxurradas que ocorrem em áreas urbanas após chuvas fortes.

“Todas as estruturas estão estáveis. Não há nenhuma anomalia. Não houve nenhuma alteração de nível de emergência. Todas têm um plano de atendimento e emergência que, discutido com todas as autoridades. As pessoas estão seguras”, acrescentou Bittar.

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Duas ocorrências em menos de 24 horas

Duas estruturas da Vale na Região Central de Minas Gerais registraram ocorrências de extravasamento nesse domingo (25).

O primeiro caso foi durante a madrugada na mina de Fábrica, em Ouro Preto. O líquido alagou as dependências da CSN Mineração.

Horas depois, um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado na mina Viga, localizada entre a Plataforma e o Esmeril, em Congonhas. Assista abaixo:

Ambos os incidentes aconteceram exatos sete anos após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH.

O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas. O caso segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.

Nota da Vale

A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.

Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

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Jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia, escreve para Cidades, Brasil e Mundo.

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