MPF pede explicações da Petrobras e do Ibama sobre vazamento na Foz do Amazonas

Ministério Público Federal quer explicações e documentos sobre o acidente na exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas

Sonda de perfuração NS-42, responsável pela perfuração do poço em águas profundas do Amapá.

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá pediu novas informações ao Ibama e à Petrobras sobre o vazamento de um fluído na exploração na bacia da Foz do Rio Amazonas. Segundo a petrolífera brasileira, o acidente teria ocorrido no último domingo (4), paralisando a pesquisa no local que busca encontrar petróleo na região.

Segundo informações obtidas pela CNN Brasil, durante uma operação de rotina a equipe percebeu a queda no nível de fluido de perfuração nos tanques da plataforma, indicando que parte do material estava sendo perdida. Após uma inspeção em superfície, um robô submarino foi lançado e identificou o vazamento a cerca de 2.700 metros de profundidade.

O volume estimado do fluido vazado foi de 14,945 m³, paralisando a operação. A Petrobras havia conseguido uma licença do Ibama para iniciar a perfuração do poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas do Amapá, em outubro do ano passado.

Agora, o MPF requisita, com urgência, que a empresa e o Ibama prestem novas informações sobre o acidente e encaminhe ao órgão documentos acerca do assunto em um prazo de 48 horas. A decisão foi tomada na tarde dessa quarta-feira (7), no âmbito de um inquérito civil instaurado em 2018 para apurar a regularidade do licenciamento ambiental do Ibama da Petrobras.

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Em nota, o Ibama afirma que o acidente foi noticiado no Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema), e que apura as causas com sua área competente. O instituto ainda afirma que se trata de um fluido de perfuração do poço, não se tratando especificamente de petróleo.

Já a Petrobras afirma que o vazamento foi contido e isolado imediatamente. “Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, disse.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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