Observatório do Clima apresenta documento com soluções para transição energética

Principal proposta é reduzir a produção de petróleo ao mínimo possível e substituir combustíveis fósseis por energia renovável

A proposta central do documento é a substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, por geração de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica

Organizações ambientais integrantes do Observatório do Clima apresentaram suas principais recomendações para o “Mapa do Caminho para uma Transição Energética Justa e Planejada” nesta quarta-feira (18). A principal proposta é produzir o mínimo necessário de petróleo, principal fonte de energia na matriz energética brasileira.

O documento traz orientações técnicas, de regulamentação e econômicas. As propostas defendem temas como a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, maior integração entre planos estratégicos do governo e financiamento de investimentos imediatos compatíveis com uma economia de baixo carbono, por exemplo.

Leia também

“Um mapa do caminho justo e inclusivo reduz riscos no curto prazo, amplia oportunidades de crescimento sustentável no longo prazo e representa uma escolha econômica racional para o Brasil”, ressalta o especialista em conservação da organização social WWF-Brasil, Ricardo Fujii.

Substituição de combustíveis fósseis por energia limpa

A proposta central do documento é a substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, por geração de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica. A queima de combustíveis fósseis é a principal causa do aquecimento global e é responsável pela maioria das emissões de dióxido de carbono (CO²), gás associado ao efeito estufa.

Para atingir essa meta, o documento aponta que é necessário realizar o cálculo do mínimo necessário de combustível fóssil para o período de transição energética, encerrar campos de petróleo em estágio de exaustão e traçar um cronograma para zerar os leilões de petróleo no Brasil.

O Observatório do Clima também sugere a criação de um órgão de coordenação para monitorar o cumprimento dessas medidas, que funcione como uma autoridade de implementação. Já as diretrizes orçamentárias propõem o encerramento de novos subsídios a combustíveis fósseis e a revisão dos incentivos atuais.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

Ouvindo...