Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (Ideb), referentes ao ano passado, apontam que
Mudar a realidade da educação pública é um tema recorrente nas eleições municipais e, em 2024, não é diferente. Para ajudar o eleitor a conhecer mais sobre as propostas dos
Veja as principais propostas dos candidatos para a Educação de Belo Horizonte (em ordem alfabética):
Bruno Engler (PL)
Em seu plano de governo,
Para a melhoria de ensino, o candidato do PL menciona a valorização dos profissionais de educação e suas condições de trabalho. E propõe, ainda, ampliar a parceria público-privada existente e criar novas parcerias, além da implementação do modelo de gestão cívico-militar em unidades de ensino com maior vulnerabilidade social.
Sobre infraestrutura das escolas, Bruno Engler menciona uma ampliação do número de “escolas especiais” e a melhoria da estrutura das escolas da rede municipal, com equipes de profissionais especializados e multidisciplinares, capazes de assistir o aluno portador do transtorno do espectro autista (TEA) ou com alguma necessidade especial.
Carlos Viana (Podemos)
Para a infraestrutura, Viana cita a necessidade de “obras de reforma e estruturação das escolas municipais”, que inclui a modernização de equipamentos e reforma de unidades escolares hoje em situação precária.
O candidato estabelece, ainda, a meta de reduzir a taxa de evasão escolar em 20% até o final de seu governo, em quatro anos, caso seja eleito, além de implementar o programa “Família na Escola”, o qual permite que familiares de alunos matriculados possam participar de cursos gratuitos de formação.
Duda Salabert (PDT)
Com a proposta “Belo Horizonte, Cidade Educadora”, a professora de literatura
Sobre a infraestrutura nas unidades de ensino, a candidata menciona em seu plano que irá desenvolver estratégias para ampliação progressiva do número de vagas na educação em tempo integral e ampliar a oferta de educação técnica para jovens, em parceria com empresas e instituições de ensino.
Duda fala ainda sobre sustentabilidade e tecnologia, em que destaca dois pontos fundamentais: o primeiro é tornar Belo Horizonte um Município Educador Sustentável (MES), valorizando as iniciativas já existentes e ampliando-as e, o segundo, melhorar a conexão de internet sem fio nos ambientes educativos da Rede Municipal de Ensino.
Fuad Noman (PSD)
Atual prefeito da cidade,
Fuad também destacou a ampliação de vagas em tempo integral e parcial, atendendo a uma demanda crescente por educação infantil e fundamental. O candidato expõe ainda que, “a Prefeitura aumentou em R$ 80 milhões anuais os aportes destinados às instituições e, ao todo, serão repassados R$ 403 milhões por ano”.
Gabriel Azevedo (MDB)
O atual presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte,
Gabriel menciona, ainda, que irá reforçar a garantia de profissionais de apoio qualificados para alunos com necessidades educacionais especializadas e criar estratégias para uma educação inclusiva; além de expandir e garantir acesso ao passe livre estudantil, já aprovado pela Câmara Municipal.
Sobre sustentabilidade, ele propõe que escolas em tempo integral tenham, na sua grade, o ensino de educação financeira, noções de direito e noções de cidadania, como assegura Lei municipal.
Indira Xavier (UP)
Em seu plano, a candidata menciona realizar uma Conferência Municipal de Educação, para que professores, técnicos, auxiliares educacionais, estudantes, pais e responsáveis debatam coletivamente o investimento e as ações da prefeitura no setor educacional. Além de realizar concursos para assegurar que todos os profissionais da educação sejam efetivos no quadro de servidores públicos.
Indira propõe ainda a implementação da Lei 10.639/2003, que obriga o ensino da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena em todas as escolas municipais.
Lourdes Francisco (PCO)
O plano de governo da candidata
Quanto as menções à educação, o programa propõe que a comunidade escolar é quem deve tomar as decisões sobre a educação municipal e que as iniciativas devem ser totalmente estatizadas.
Mauro Tramonte (Republicanos)
Tramonte estabelece metas como zerar a fila de espera por vagas na educação infantil, contratar mais professores para a rede de ensino municipal e capacitar os profissionais da educação para atender os estudantes com transtornos distintos, sobretudo Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Além disso, o candidato do Republicanos propõe implantar programa de intercâmbio para os alunos que se destacarem na escola, criar programa para ajudar alunos da rede pública a se prepararem para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e implantar o programa de saúde na escola, com foco em atendimento odontológico, oftalmológico e atenção psicossocial.
Rogério Correia (PT)
Em seu plano de governo,
Através dessa implementação intersetorial, Rogerio pretende garantir a universalização de acesso de crianças de 0 a 3 anos a escolas da rede própria ou creches conveniadas e implementar ações contra a evasão escolar. Escolas em tempo integral e plano de férias para crianças também estão inclusos no plano registrado junto à Justiça Eleitoral.
Sobre tecnologia, o candidato pretende dotar todas as escolas de infraestrutura tecnológica, garantindo internet de banda larga. Ele propõe, ainda, estabelecer parcerias com universidades públicas “para investimentos no desenvolvimento profissional docente e em pesquisas”.
Wanderson Rocha (PSTU)
Por fim,
Rocha menciona também a expansão da rede própria de ensino para oferecer ensino integral, com um levantamento da demanda para ampliar o horário de funcionamento da educação infantil.
Para ele, é preciso eliminar a terceirização na educação, garantindo a transição dos trabalhadores terceirizados para cargos efetivos por meio de concursos, além de valorizar a carreira docente “respeitando o piso salarial nacional” e criando pisos específicos para trabalhadores administrativos. Em outras diretrizes, Wanderson fala em reduzir o número de estudantes por turma e descentralizar recursos.