Saque do FGTS: saiba quem tem direito aos R$ 3,9 bilhões liberados pelo governo

Recursos serão liberados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na próxima segunda-feira (2)

Cerca de 822.559 pessoas serão liberadas

O governo federal vai liberar R$ 3,9 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para milhares de trabalhadores. Os depósitos começam na segunda-feira (2) e seguem até o dia 12 de fevereiro para cerca de 822.559 pessoas, de acordo com uma Medida Provisória (MP) publicada no final de dezembro de 2025.

Cerca de 14 milhões de trabalhadores já foram beneficiados em um primeiro pagamento em janeiro. Os recursos são destinados para pessoas que optaram pelo saque-aniversário do FGTS, e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro do ano passado. É o segundo ano consecutivo que o governo federal libera o saldo retido no saque-aniversário.

Quem tem direito à liberação dos valores?

O trabalhador que optou pelo saque-aniversário e teve o contrato de trabalho suspenso ou rescindido durante a vigência da sistemática do saque-aniversário, no período de 01/01/2020 a 23/12/2025, e que possua saldo disponível na conta do FGTS relativa ao contrato.

Os valores serão liberados nos casos em que a rescisão contratual tenha ocorrido pelos seguintes motivos:

  • Despedida sem justa causa;
  • Despedida indireta, por culpa recíproca ou força maior;
  • Rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato;
  • Extinção normal do contrato a termo, inclusive o de trabalhadores temporários;
  • Suspensão total do trabalho avulso.

O saque-aniversário, criado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), é amplamente criticada pela administração do presidente Lula (PT). O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirma que a modalidade impõe uma ‘penalização injusta’ aos trabalhadores que optaram por esse formato, ao impedir o acesso aos recursos em caso de demissão.

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“O saque-aniversário tem essa crueldade com o trabalhador e com a trabalhadora, que adere à modalidade e fica impedido de acessar o saldo quando perde o emprego. O FGTS é uma poupança individual criada para amparar o trabalhador e a trabalhadora nos momentos de desemprego, mas, na prática, ele não consegue acessá-la justamente quando mais precisa”, disse.

Segundo o governo, dos trabalhadores que podem sacar o FGTS pela nova Medida Provisória, parte deles têm o saldo comprometido com empréstimos bancários e, por isso, não poderão receber o valor integral. A consulta do saldo pode ser feita diretamente no aplicativo do FGTS.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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