A digitalização da
Conforme o relatório global da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado em 2025, a
Digitalização no chão de fábrica
Para Louise Correa Palhares, engenheira de Segurança do Trabalho e instrutora do Senai Contagem Euvaldo Lodi, a tecnologia permite uma gestão mais assertiva e em tempo real. Em entrevista à Itatiaia, ela destacou o impacto prático dessas mudanças:
“As ferramentas digitais ajudam a enxergar os riscos com mais especificidade, fazem com que as organizações possam entender melhor, com mais profundidade o que se passa em cada processo. Plataformas de gestão de Programas de Gerenciamento de Riscos PGR/ Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – GRO permitem enxergar riscos com precisão que antes não existia”.
Palhares ressalta que a obrigatoriedade do evento S-2240 do e-Social acelerou esse processo, exigindo o envio de informações em tempo real ao governo. Segundo a especialista, isso levou as pequenas e médias indústrias a buscarem soluções acessíveis.
“Plataformas de baixo custo e ferramentas baseadas em inteligência artificial também têm se destacado, auxiliando na elaboração de documentos, interpretação de normas e padronização de processos, garantindo conformidade e eficiência sem grandes investimentos”.
Soluções tecnológicas e benefícios para a indústria
O estudo da OIT de 2025 detalha tecnologias que já estão mudando o cotidiano industrial:
Sensores e IoT: Utilizados para monitorar vibração, temperatura e pressão em equipamentos críticos, emitindo alertas automáticos que previnem falhas e acidentes.
Dispositivos vestíveis (Wearables): Capacetes, luvas e coletes inteligentes que monitoram sinais vitais e detectam posturas inadequadas ou quedas em tempo real.
Realidade Virtual (RV): Utilizada em treinamentos imersivos para simular situações de alto risco, como incêndios ou trabalhos em altura, sem expor o trabalhador ao perigo real.
O futuro da prevenção: do erro ao dado
A digitalização não é apenas um imperativo tecnológico, mas uma mudança de paradigma na preservação da vida. Se antes a segurança do trabalho operava majoritariamente sobre o retrovisor (analisando o acidente após a ocorrência), a inteligência de dados permite agora ajustar o foco da prevenção, evitando o episódio.
Para Louise Correa Palhares, o amadurecimento dessa cultura digital altera o próprio cotidiano do técnico de segurança. “Quando esse processo está maduro, o técnico deixa de atuar apenas como resolvedor de emergências e passa a se dedicar mais ao planejamento, à análise de riscos e melhoria contínua, exatamente o que uma gestão moderna espera”, afirma a instrutora do Senai.
O relatório da OIT (2025) reforça que o sucesso dessa transição nas pequenas e médias indústrias depende de um equilíbrio sensível: usar a tecnologia para potencializar a percepção humana, e não para substituí-la. No fim, os sensores e algoritmos servem a um propósito estritamente humano: garantir que a jornada de trabalho termine tão segura quanto começou.
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