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O analista de tecnologia Cayo Fábio de Almeida Sousa explica que, sob esse conceito, o equipamento deixa de apenas executar tarefas para coletar e interpretar dados em tempo real. Sousa afirmou à Itatiaia que essa transição permite um monitoramento contínuo e a tomada de decisões baseadas em evidências técnicas, e não apenas em intuição.
Máquinas que ‘interpretam’ o processo produtivo
Diferente da automação tradicional, que opera sob comandos rígidos e sem análise de contexto, a versão avançada permite que a máquina compreenda as variáveis da produção. Cayo Sousa destaca que essa capacidade de interpretação utiliza informações de sensores, sistemas de visão e dados históricos.
“Com isso, ela consegue identificar desvios, adaptar trajetórias e até interromper uma operação se algo estiver fora do esperado”, afirma o analista. Ele reforça que o sistema não possui consciência, mas sim uma “inteligência operacional” voltada à máxima eficiência do processo.
Digitalização auxilia na redução de custos e insumos
Embora muitos empresários foquem apenas na velocidade da produção, Sousa ressalta que a digitalização é fundamental para evitar erros. De acordo com o especialista, o uso de dados em tempo real permite identificar falhas antes que elas gerem refugos, retrabalhos ou paradas não planejadas.
Além de reduzir falhas humanas, Cayo Sousa aponta que o uso dessas tecnologias garante a repetibilidade e a padronização. Como resultado, a produção torna-se mais previsível, com maior qualidade e custos operacionais significativamente menores ao longo do tempo.
Gêmeo Digital atua como simulador industrial
Um dos conceitos centrais da modernização é o
- Colisões e falhas de lógica entre equipamentos;
- Sobrecargas mecânicas e erros de integração;
- Custos elevados de comissionamento e tempo de parada da planta.
O impacto do 5G nas fábricas inteligentes
No ambiente industrial, a tecnologia de quinta geração (5G) oferece baixa latência e alta confiabilidade para o fluxo de dados. Cayo Sousa afirma que ela é um habilitador essencial para a comunicação em tempo real entre máquinas, robôs móveis e sistemas de supervisão, garantindo segurança em aplicações críticas.
Os sistemas ciberfísicos são a base da chamada Indústria 4.0. Ao contrário da automação simples, que busca apenas substituir o esforço humano por máquinas, esta fase foca na conectividade e na troca de dados entre todos os elementos da produção. O objetivo para pequenas e médias indústrias é aumentar a competitividade, utilizando simuladores e conectividade de ponta para reduzir desperdícios.
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