O setor produtivo busca constantemente balancear a eficiência operacional e a viabilidade financeira. Nesse cenário, a modificação das propriedades de camadas externas de componentes se torna uma estratégia interessante para aumentar a produtividade sem elevar o peso ou o preço final dos equipamentos.
Tiago Manoel de Oliveira Santos, mestre em Engenharia de Materiais e analista de tecnologia do Instituto Senai de Inovação (ISIES), explica que a
O efeito da ‘pele’ das máquinas no consumo de energia
A alteração da rugosidade ou da capacidade de repelir líquidos em uma peça impacta diretamente o esforço mecânico dos motores. Para o especialista, a lógica é simples e comparativa.
“Imagine a diferença entre empurrar um bloco de gelo sobre o vidro e empurrá-lo sobre o asfalto”, afirmou Tiago Santos à Itatiaia. Segundo o analista, ao modificar a “pele” das peças para que fiquem mais lisas, reduz-se o atrito. “Isso significa que a máquina gasta menos energia e trabalha de forma muito mais eficiente, mesmo sob calor ou pressão extrema”, explicou.
Camadas micrométricas garantem ‘superpoderes’ aos metais
A tecnologia de filmes finos permite que materiais convencionais alcancem a resistência de ligas nobres. Essa técnica substitui insumos caros e pesados por soluções mais leves e econômicas, mantendo a qualidade técnica exigida pelo mercado.
De acordo com Tiago Santos, é possível aplicar revestimentos com espessuras menores que a de um fio de cabelo. “Essa ‘capa’ dá ao metal comum ‘superpoderes’, fazendo com que ele resista como se fosse uma liga nobre e caríssima”, destacou.
O analista reforça que essa é a principal via para obter
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