Inclusão e movimento: como promover o esporte nas empresas respeitando a diversidade

Especialistas do Sesi MG explicam estratégias para democratizar o incentivo à atividade física no trabalho e os impactos da cultura de acessibilidade no bem-estar corporativo

Mesmo em empresas com estruturas reduzidas, a inclusão de perfis diversos em programas de prática esportiva é viável

A verdadeira inclusão no ambiente corporativo exige um olhar que ultrapasse as adaptações de barreiras arquitetônicas, alcançando as práticas de bem-estar. Segundo o estudo Panorama do Bem-Estar Corporativo 2025, publicado pelo Wellhub, 85% dos profissionais acreditam que as empresas devem cuidar do bem-estar das equipes, mas a eficácia dessas ações depende da capacidade de abraçar a diversidade de perfis, limitações e interesses dos colaboradores.

Para Leonardo Saraiva de Souza, profissional de educação física e analista de Lazer e Esportes do Sesi MG, o primeiro passo para a inclusão é a flexibilidade. "É essencial oferecer diferentes dias e turnos de prática, além de diversidade de modalidades, para que o colaborador encontre algo que se adeque à sua realidade e interesse”, afirmou Souza à Itatiaia.

Estratégias de adaptação e acessibilidade

Garantir que todos os funcionários tenham as mesmas oportunidades de participação exige ajustes técnicos e pedagógicos nas atividades propostas. Alex Silvério da Silva, profissional de educação física e coordenador de Lazer e Esportes do Sesi MG, explicou à Itatiaia que a adaptação é o caminho para reduzir desigualdades.

“Atividades novas ou pouco familiares reduzem disparidades de desempenho, pois todos iniciam em condições semelhantes”, destacou Silva. O coordenador reforçou que é possível incluir perfis variados por meio de “alterações de regras, espaços, materiais e intensidades, visando a participação de pessoas com deficiência ou limitações motoras e sensoriais”.

A pesquisa do Wellhub corrobora essa necessidade ao apontar que a falta de motivação atinge 29% dos colaboradores sedentários. Quando a atividade é adaptada e se torna acolhedora, essa barreira diminui, transformando o esporte em um terreno comum para a integração.

Engajamento e integração social

Além da saúde física, a adaptação das atividades físicas cumpre um papel social crucial: a quebra de hierarquias e o fortalecimento do pertencimento. Leonardo de Souza ponderou que “não existe uma solução única para engajar funcionários sedentários; é necessário avaliar o ambiente e as necessidades dos colaboradores, oferecendo programas prazerosos que aumentem a adesão”.

Segundo Alex da Silva, esse esforço reflete diretamente na cultura da empresa. “Empresas que promovem torneios internos relatam que equipes que antes tinham pouca integração passaram a se comunicar melhor no trabalho. A prática esportiva cria a sensação de pertencimento e aproxima líderes de suas equipes de forma natural”.

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Foco em resultados inclusivos

Mesmo em empresas com estruturas reduzidas, a inclusão é viável através de grupos de caminhada, corrida ou desafios de metas saudáveis que respeitem o ritmo individual. Os dados do Wellhub indicam que o retorno para organizações que investem nessas frentes é nítido: empresas que monitoram o retorno sobre investimento (ROI) em bem-estar percebem um ganho de pelo menos R$ 2 para cada R$ 1 investido.

Para os especialistas do Sesi, o esporte adaptado não é apenas um benefício, mas uma “estratégia eficaz para reduzir o estresse e a ansiedade relacionados ao trabalho”, promovendo um ambiente onde a saúde é, de fato, um direito de todos.

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Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.

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