Para as empresas, o cansaço deixou de ser um sintoma individual para integrar uma métrica alarmante. O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, produzido pelo Wellhub e publicado em outubro de 2025, revela um cenário de exaustão: 90% dos colaboradores ouvidos na pesquisa indicam ter enfrentado
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“A prática regular de atividades físicas melhora o bem-estar mental, reduzindo ansiedade, estresse e depressão, e favorece a autoestima e o equilíbrio emocional”, avalia o analista de Lazer e Esportes do Sesi MG, Leonardo Saraiva de Souza, em entrevista à Itatiaia. Para ele, o exercício atua como um escudo protetor contra o desgaste cotidiano.
A ciência corrobora essa percepção ao identificar que o movimento físico regula o organismo. “A atividade física contribui para o equilíbrio entre corpo e mente, favorecendo respostas fisiológicas que reduzem os níveis de cortisol”, afirma o coordenador de Lazer e Esportes do Sesi MG, Alex Silvério da Silva.
A integração que nasce do movimento
Além da química hormonal, o esporte corporativo atua na arquitetura das relações humanas. Onde o e-mail falha, o vôlei ou o futsal constroem pontes de confiança. A prática coletiva retira o colaborador do isolamento digital e o devolve ao senso de comunidade, um fator que 62% dos profissionais consideram essencial para a manutenção de hábitos saudáveis.
“Empresas que promovem torneios internos relatam que equipes que antes tinham pouca integração passaram a se comunicar melhor no trabalho”, destaca Leonardo de Souza. Segundo o profissional, o esporte cria um ambiente onde a liderança e o pertencimento florescem de forma natural.
A eficácia dessas ações, no entanto, depende da regularidade e da cultura da empresa. “O desempenho e o clima da equipe tendem a melhorar após a implementação regular de atividades físicas”, completa Alex Silva. O exercício estimula a cooperação e o foco, resultando em ambientes mais motivados.
Barreiras e flexibilidade
Apesar dos benefícios claros, o tempo ainda é o maior adversário da saúde. O relatório do Wellhub aponta que 51% dos colaboradores citam a falta de tempo como o principal obstáculo para a atividade física. Sem flexibilidade na agenda, os programas de bem-estar correm o risco de se tornarem apenas itens protocolares em um manual de RH.
“Garantir acesso igualitário envolve superar barreiras de tempo, interesse e estrutura”, explica Leonardo. Ele defende que as empresas ofereçam diferentes turnos de prática para que a adesão seja, de fato, viável para todos os perfis de funcionários.
A personalização é o caminho para o engajamento de quem ainda é sedentário. “Não existe uma atividade específica que seja mais eficaz. O mais importante é que o colaborador pratique algo de seu interesse”, conclui Alex da Silva.
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