Com a decisão do
O patamar da Selic é o maior desde junho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano. A taxa de juros é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. O nível elevado é usado com o objetivo de desacelerar o consumo e levar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o centro da meta de 3%. A inflação fechou 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta e abaixo do esperado.
Saque de R$ 3,9 bilhões do FGTS será liberado para trabalhadores com saldo retido Banco Central dos Estados Unidos interrompe cortes nos juros e mantém taxa inalterada
De acordo com o levantamento, o Brasil está atrás apenas da Rússia, país envolvido em uma Guerra e que possui uma taxa de juros reais em 9,88%. O país ganha da Argentina, que enfrenta uma grave crise econômica nos últimos anos e possui juros em 7,63%; da Turquia (6,45%), e do México (5,39%).
Em linhas gerais, os juros reais são obtidos pelo desconto da inflação da taxa básica de juros. No caso, com a inflação em 4,26% no acumulado dos últimos 12 meses, e uma Selic em 15%, os juros reais estão estimados em 9,23%. Cabe lembrar que a Selic funciona como uma referência para o mercado, com títulos públicos e outros investimentos sendo fixados a sua variação.
No comunicado, o Copom afirmou que os indicadores seguem apresentando moderação no crescimento da atividade econômica, mas a inflação se mantém acima da meta. O Copom também sinalizou que pode iniciar o ciclo de cortes na próxima reunião, marcada para março, caso o cenário continue favorável.
“O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse.
Ranking de juros reais
| País | Taxa |
| Rússia | 9,88% |
| Brasil | 9,23% |
| Argentina | 7,63% |
| Turquia | 6,45% |
| México | 5,39% |
| África do Sul | 4,64% |
| Colômbia | 4,22% |