Lubrificação correta: como ampliar a vida útil de máquinas e garantir lucros

Planejamento preventivo e escolha técnica de produtos reduzem paradas e custos em pequenas e médias indústrias

A análise periódica do óleo permite monitorar o desgaste interno e a degradação do fluido

A lubrificação industrial não é apenas uma rotina de reposição de insumos, mas um processo técnico fundamental para a continuidade operacional, segurança e viabilidade econômica de qualquer planta produtiva.

Segundo a pesquisa “Lubrificação Industrial: Técnicas, Produtos e Impacto na Vida Útil”, publicada pela Revista FT em outubro de 2025, a ausência de práticas adequadas nesse setor é responsável por uma parcela das paradas não programadas nas fábricas. Esse cenário resulta em perdas financeiras diretas, queda de produtividade e elevação de custos com manutenções corretivas.

O processo consiste na formação de uma fina película protetora que reduz o atrito e o desgaste entre peças metálicas em movimento relativo. Para o industrial, isso se traduz em desempenho adequado, prevenção de falhas prematuras e prolongamento da vida útil dos componentes.

Tipos de lubrificantes e critérios de seleção

A escolha do produto deve considerar as condições específicas de operação, como a faixa de temperatura, a carga e a velocidade de trabalho. O estudo aponta que os lubrificantes podem ser divididos em três grupos principais:

  • Óleos Minerais: Derivados do petróleo refinado, possuem viscosidade ajustada à temperatura de uso e oferecem boa estabilidade química, embora possam solidificar em temperaturas muito baixas.
  • Óleos Sintéticos: Elaborados artificialmente, destacam-se pelo desempenho superior, resistência à oxidação e manutenção da viscosidade em amplas faixas de operação.
  • Graxas: Substâncias semissólidas formadas por um agente espessante e um líquido lubrificante. São indicadas para situações onde óleos fluidos não são viáveis, como em mancais selados ou pontos de difícil acesso.
  • Lubrificantes Sólidos: Apresentam formato de areia fina e são utilizados por sua estabilidade em altas temperaturas e grande aderência a metais.

A pesquisa ressalta que óleos sintéticos, apesar do custo inicial elevado, proporcionam maior vida útil ao fluido e melhor eficiência em condições de alta rotação ou calor extremo.

Métodos de aplicação e eficiência operacional

A técnica de aplicação varia conforme a criticidade do equipamento e o acesso aos pontos de lubrificação:

  1. Lubrificação Manual: Realizada ponto a ponto com bombas manuais ou seringas. É um método simples e de baixo custo, mas depende da frequência do operador e pode gerar dosagens não uniformes.
  2. Lubrificação Automática: Utiliza dispositivos como bicos dosadores ou microbombas temporizadas que aplicam o produto em intervalos programados. Assegura maior uniformidade e eficiência sem necessidade de intervenção humana direta.
  3. Lubrificação Centralizada: Conjunto de bombas e tanques que abastecem múltiplos pontos simultaneamente com dosagem precisa. Este sistema reduz perdas, minimiza paradas não planejadas e diminui riscos ambientais e ocupacionais.
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Planejamento preventivo e resultados econômicos

A lubrificação preventiva, integrada a um plano estruturado, é essencial para manter o lubrificante limpo e em quantidades corretas. Este planejamento deve identificar cada ponto de lubrificação, o tipo de insumo, a periodicidade e os responsáveis pela tarefa.

Complementarmente, a análise periódica do óleo (técnica preditiva) permite monitorar o desgaste interno e a degradação do fluido por meio de ensaios físico-químicos. Segundo dados da pesquisa, a implementação de rotinas sistematizadas pode gerar ganhos expressivos. Um estudo de caso citado no artigo revelou que a lubrificação preventiva proporcionou um incremento de 0,16% na produtividade anual de uma máquina crítica, resultando em mais de 280.000 unidades adicionais produzidas.

A conformidade com normas técnicas, como a ABNT NBR 5462 e padrões ISO (como a ISO 55000 para gestão de ativos), reforça a confiabilidade e a eficácia da gestão industrial, garantindo maior competitividade para o pequeno e médio industrial.

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Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.

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